A FIGURA – STOPIRA
A viver uma época de sonho - também com a qualificação de Cabo Verde para o Mundial - Stopira vestiu a capa de herói numa final em que o Torreense não era claramente favorito. A enfrentar o Sporting, detentor do título, o defesa cabo-verdiano bateu o penálti mais decisivo da história da formação de Torres Vedras para conquistar a primeira Taça de Portugal do clube.
O MOMENTO – PENÁLTI COMETIDO POR MAXI
Num jogo em que o Torreense entrou, para surpresa, a vencer, o Sporting conseguiu empatar o encontro do segundo tempo. Teve claramente as melhores oportunidades até final. Mas – e é por isso que tanto gostamos de futebol – isso não é tudo. Num contra-ataque rápido, Maxi Araújo acabou por cometer penálti já na segunda parte do prolongamento... que deu o golo da vitória à formação da II Liga.
OUTROS DESTAQUES
Eduardo Quaresma
O jovem defesa de 24 anos provou uma vez mais que Rui Borges pode contar com ele. Numa época em que deambulou entre a lateral e o centro da defesa, Quaresma chegou à final para completar a dupla de centrais com Gonçalo Inácio. Um jogo muito seguro do 72 leonino, que soube dar tranquilidade à equipa de Rui Borges. No segundo tempo, com a entrada de Diomande, passou para a lateral.
Maxi Araújo
Conhecido pelo lado eletrizante, o ala uruguaio era dos mais inconformados depois da entrada em falso dos leões. Sempre muito agitado, Maxi Araújo tentava empurrar a equipa para uma reposta. Foi, inclusive, muitas vezes do lado esquerdo do ex-Toluca que o Sporting procurava reagir ao golo. Prejudicou bastante a equipa ao cometer o penálti no prolongamento. Não apaga, ainda assim, o que fez em campo até então.
Luís Suárez
O avançado leonino bem podia ter empatado o encontro no primeiro tempo, mas uma grande defesa de Lucas Paes impediu o tento do colombiano – que não se ficou por aqui. No segundo tempo, Suárez aproveitou a oferta de Diadie e não desta vez atirou a contar – dando continuidade à época goleadora (38 golos pelo Sporting).
Morten Hjulmand
Possivelmente a fazer o último jogo pelo Sporting, o capitão dos leões fez mais uma exibição daquelas que nos habituou. Trouxe sempre qualidade e organização. Num jogo praticamente sem erros, Hjulmand foi a calma que a equipa de Rui Borges precisou para reagir à desvantagem no marcador.
Dany Jean
Quem apanha o Torreense sabe do «motor» que é este jovem natural do Haiti. Pelo lado esquerdo da formação de Torres Vedras, Dany Jean trabalhava como uma autêntica «mota», trocando as voltas a Vagiannidis. Sempre a criar desequilíbrios, foi o principal agitador da equipa de Luís Tralhão. Apesar de ter sido substituído no início da segunda parte, foi claramente uma peça chave enquanto esteve em campo.
Lucas Paes
Se na frente era Dany Jean a agitar, lá atrás era Lucas Paes quem trazia segurança – e aguentava o resultado – para o Torreense. Essencialmente no primeiro tempo, o guarda-redes brasileiro mostrou-se sempre confortável no jogo. Negou, inclusive, um golo cantado a Luís Suárez ainda no primeiro tempo. Já na segunda parte voou para, desta vez, negar o golo da reviravolta a Hjulmand. Manteve-se bastante consistente no resto do encontro.
Ismail Seydi
Foi o homem responsável por ganhar o penálti que deu a vitória ao Torreense. Tal como Dany Jean, Seydi é uma autêntica «mota». Podia, inclusive, fechar o jogo já em tempo de compensação, mas com a baliza desencarnada falhou. Foi sangue novo lançado por Luis Tralhão que trouxe outra energia para o jogo.