O Benfica fecha o ano de 2016 com chaves de ouro com uma vitória sobre o Paços de Ferreira na abertura do Grupo D da Taça da Liga. Foi a 44ª vitória do ano da equipa de Rui Vitória, igualando o Barcelona como as equipas com mais triunfos da Europa no ano que está a acabar. Bastou um golo de Cervi - o único jogador do Benfica com golos em todas as competições -  para o Benfica somar três pontos na estreia da Taça da Liga diante de um adversário combativo, mas que deu poucos problemas à equipa de Rui Vitória.

O treinador do Benfica tinha anunciado alterações e fez apenas duas, cirúrgicas, a primeira com o regresso de Jardel em detrimento de Lindelof que nem no banco se sentou. A ausência do sueco alimenta os rumores da sua possível saída na reabertura do mercado, mas para a história fica a reconstituição da dupla Luisão/Jardel que ainda não tinha atuado junta esta temporada [Jardel já tinha feito dois jogos, mas em ambos fez dupla com Lisandro]. A outra alteração teve mais influência no desenrolar do jogo desta noite com Celis a somar o segundo jogo como titular, depois de se ter estreado na Taça de Portugal, frente ao 1º Dezembro, ocupando a vaga de Pizzi que não foi convocado.

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O colombiano colou-se a Fejsa no meio-campo e nunca deu a profundidade que Pizzi costuma dar naquela zona do terreno, obrigando Gonçalo Guedes a recuar e Cervi a ir muitas vezes ao centro para forçar a zona central da defesa do Paços. Apesar das alterações, a equipa de Rui Vitória entrou no jogo com o fulgor que lhe é habitual, com um futebol rápido, ao primeiro toque a colocar muitas dificuldades à defesa do Paços que demorou a estabilizar e a conseguir afastar a intensa pressão que o Benfica exercia sobre a sua área.

O Benfica carregava com tudo e, só nos primeiros oito minutos, arrancou quatro pontapés de canto e uma oportunidade flagrante de golo, com um remate de Celis do meio da rua a obrigar Mário Felgueiras à defesa da noite. Cervi enchia o campo, aparecendo nos dois flancos e no meio a criar linhas de passe e a provocar desequilíbrios na defesa amarela, mas foi Rafa que, lançado por Jiménez, voltou a colocar o guarda-redes do Paços à prova.

Só depois dos primeiros quinze minutos é que o Paços encontrou espaço para respirar, depois de Mateus e Pedrinho, ambos a jogar à frente da defesa, a conseguirem finalmente acertar nas marcações e a estancar o fluxo ofensivo dos encarnados. O Paços passou a defender mais longe e obrigava o Benfica a correr mais para chegar à baliza de Mário Felgueiras. O jogo ficou, nesta altura, bem mais equilibrado, com o Paços a ensaiar os primeiros ataques, mas sem conseguir a profundidade necessária para incomodar Ederson.

Foi neste quadro, com o jogo equilibrado, que o Benfica chegou ao golo, já perto do intervalo. Um lance que começa com uma boa abertura de Rafa a lançar André Almeida que, por sua vez, cruzou atrasado para um primeiro remate de Gonçalo Guedes. Miguel Vieira corta sobre a linha de golo, mas, na recarga, Cervi não deu perdoou. O intervalo chegava logo a seguir, já com o Benfica em vantagem.

Uma vantagem que permitiu ao Benfica começar a gerir o jogo na segunda parte, com uma elevada posse de bola, circulando bem a bola e obrigando os jogadores do Paços a correr. Mais preponderante o papel de Celis neste capítulo. Apesar de não ter o ímpeto para romper como Pizzi, o colombiano, mais recuado, foi gerindo bem a circulação, abrindo muitas vezes o jogo para os flancos. Logo a seguir palmas para a entrada de Jonas, com Guedes a descair para o flanco. A ideia era juntar o brasileiro a Jiménez, mas o mexicano lesionou-se poucos minutos depois, permitindo a reconstituição de mais uma dupla: Jonas e Mitroglou.

Uma segunda parte com menos oportunidades, tirando uma bomba de Gonçalo Guedes que obrigou Mário Felgueiras a aplicar-se, mas a verdade é que o Paços também não criou muitos problemas. Apenas um lance de destaque em que Gleison, num bom trabalho de Ricardo Valente, atirou de muito longe, para defesa fácil de Ederson. Mas a verdade é que o Benfica tinha o jogo completamente sob controlo. De tal forma, que Rui Vitória esgotou as substituições cedo, dando minutos também a André Horta que esteve um mês a recuperar de uma lesão na coxa direita.

Os minutos correram céleres até finalm, mas a verdade é que o triunfo da equipa de Rui Vitória, o 44º do ano, nunca esteve em causa. O Benfica fica agora à espera do embate entre o Vizela e o V. Guimarães para saber em que posição é que está para chegar à Final Four desta competição.

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