David Maside, treinador do Sintrense, em declarações à flash interview da Sporttv, após a derrota no terreno do FC Porto, por 3-0, na quarta eliminatória da Taça de Portugal:
O que leva deste jogo?
«Levo um grande orgulho, não só dos jogadores, mas de toda a estrutura do Sintrense. Termos conseguido organizar esta viagem até ao Dragão, tendo em conta aquilo que conseguimos entre direção, departamento médico, jogadores e equipa técnica. Foi um grande esforço para dar esta oportunidade magnífica aos jogadores. E estou radiante com o que fizeram, extremamente orgulhoso e eles demonstraram tudo aquilo que representamos. Não tenho mais palavras para descrever o que sinto por eles neste momento.»
Análise ao jogo
«Sabíamos que tínhamos de ter um bom controlo da profundidade. Daí um bloco mais médio, quase baixo. Depois o objetivo era deixar uma referência mais na frente para transitar e obrigar o FC Porto a não conseguir circular tão rapidamente, se a bola entrasse no corredor. Muitas das vezes, especialmente na primeira parte, queriam entrar no nosso corredor esquerdo e acabávamos por ser nós a ter sucesso. No entanto, com o passar do tempo, foram descobrindo outros buracos por onde entrar. Não tivemos tanto sucesso na transição quanto pretendemos, mas acho que fica a ideia daquilo que quisemos fazer para este jogo. Não é a nossa identidade, mas tivemos que nos adaptar a um FC Porto extraordinário.»
Receia perder algum jogador depois de «desfilarem» nesta montra?
«Não receio. Se alguém tiver… Quer dizer, acredito que muitos vão ter propostas e se forem para os valorizar num patamar superior, onde há uma estabilidade financeira diferente para as suas famílias, sou o primeiro a agarrar no carro e levá-los ao destino. A melhor maneira de valorizar o trabalho da equipa técnica é se os jogadores ficarem valorizados.»
Trajeto do Sintrense na Taça de Portugal
«Foi uma aventura turbulenta. Trouxe-nos coisas muito boas como isto (jogar no Estádio do Dragão), mas para o campeonato trouxe-nos algumas desvantagens. Os nossos adversários já olhavam para nós de forma diferente. Temos muito trabalho pela frente, porque eu e os jogadores queremos chegar a estes patamares.»