A dois dias da final da Taça de Portugal, Carlos Carvalhal elogiou o Benfica, mas frisou a ambição e expetativa com que o Sp. Braga vai partir para o jogo disputado em Coimbra.

«A expetativa é vencer a Taça de Portugal. Não digo isto de ânimo leve. Temos isso como intenção, o sentimento e a vontade são muito grandes. Essa vontade é proporcional à qualidade do jogo. O adversário é bom, tem um grande treinador e uma equipa com jogadores internacionais das melhores seleções do mundo. Mas pelo que fizemos este ano, temos argumentos para discutir e vencer a Taça. É isso que vamos procurar esgrimir durante o jogo. O adversário é muito difícil, mas queremos muito ganhar», referiu, em declarações exclusivas à TVI.

Os bracarenses disputaram 51 encontros esta época, um número bastante elevado. O técnico dos minhotos lembrou que os ciclos infernais de jogos deixaram sequelas, mas garantiu que a equipa estará preparada para o próximo domingo. 

«Evidentemente, uma maratona destas deixou sequelas, deixou leões graves em jogadores importantes. Andámos a jogar no vermelho durante algum tempo. Jogámos sequências de jogos muito grandes com espaços inferiores a 72 horas. Isso repercutiu-se na parte final. Identificámos os jogadores que estavam mais sobrecarregados já há três ou quatro semanas e nos últimos jogos esses jogadores já voltaram ao normal. Reavivámos os jogadores no sentido de estarmos em condições de disputar a Taça de Portugal no máximo. No domingo não há cansaço nem nada, mas duas equipas preparadas para discutir uma Taça e temos ambição de a vencer», sublinhou. 

Carvalhal fez questão de apontar para o percurso complicado do Sp. Braga nas caminhadas para a final da Taça da Liga e da Taça de Portugal, onde derrotou Benfica e FC Porto, este último numa partida a duas mãos.

«O nosso percurso não foi fácil. Tivemos o Leicester, o AEK e o Zorya, que é uma equipa complicada. O Leicester é uma equipa de primeira linha europeia ao contrário das outras. Não tivemos um percurso fácil, superámos esses obstáculos e caímos com a Roma. Tivemos de eliminar o Benfica na Taça da Liga e o FC Porto a duas mãos. Tudo foi conquistado com sangue, suor lágrimas e com qualidade de jogo. Quem chega aqui e bate-se com adversários de maior qualidade, obviamente que acalenta a possibilidade de vencer uma final. Esse nosso capital e o do Benfica não vale nada até o árbitro dar início ao jogo. São 90 minutos diferentes, com histórias diferentes e mesmo historial não conta absolutamente para nada. Depende do que os jogadores vão fazer. Já o disse e repito: a nossa ambição é trazer a Taça para Braga», concluiu.