O FC Porto venceu o Sintrense neste domingo, em jogo da terceira eliminatória da Taça de Portugal, por 3-0. Num duelo disputado em casa emprestada – o Estádio José Gomes, do Estrela da Amadora -, a equipa de Vítor Bruno mostrou-se bastante superior, com golos de Galeno, Iván Jaime e Tiago Djaló (na estreia), mas o Sintrense deixou uma boa imagem, ainda que eliminado.
Foi, acima de tudo, um dia de festa na Reboleira, para os mais de 6 mil espetadores que esgotaram o ‘velhinho’ José Gomes. Nem FC Porto nem Sintrense jogavam em casa, mas dada o número de adeptos de ambas as equipas e a amigabilidade entre adversários, antes do jogo, também ninguém parecia estar fora de casa. É o ‘efeito Taça de Portugal’.
O azul e amarelo pintava as ruas adjacentes ao Estádio José Gomes, na Reboleira, que desta vez não foi tricolor. Alguns adeptos usavam, até uma sobreposição de camisolas – uma do Sintrense, outra do FC Porto, num momento de deleite para os portistas oriundos daquela cidade da área metropolitana de Lisboa.
E na Amadora, concelho vizinho de Sintra, o FC Porto apresentou-se diante de uma equipa que disputa a quarta divisão do futebol português, uma realidade bem distante da sua. Ainda assim, os homens orientados pelo jovem Pedro D’Oliveira (28 anos) deram boa conta de si.
Durante a primeira parte, o Sintrense jogou com precauções, um bloco mais baixo, mas sem abdicar de tentar construir desde o guarda-redes. Manteve-se fiel aos princípios, mas sofreu para conseguir chegar ao meio-campo adversário. O possante avançado Edney Ribeiro ainda batalhava com o estreante absoluto Tiago Djaló (e logo na sua cidade-natal) mas raramente o Sintrense conseguia rendilhar uma jogada perigosa.
Do outro lado estavam executantes de outro nível, com Ivan Jaime e Galeno a destacar-se na primeira metade. Vítor Bruno apresentou alguma mexidas no onze inicial. Jaime, de técnica apurada, ia procurando espaços na defesa contrária. E foi assim que o primeiro golo (anulado) do FC Porto, surgiu. O espanhol rematou rasteiro e Fran Navarro fez um desvio subtil, que acabou no fundo das redes. Mas o avançado estava adiantado.
O FC Porto não acusou frustração pelo sucedido e chegou mesmo ao golo, por intermédio de Galeno, aos 25 minutos. E que golo! Recebeu um cruzamento açucarado de Gonçalo Borges e rematou de ‘trotinete’ para o fundo das redes, ao segundo poste. Festejou com o colega Wendell, recém-saído devido a lesão na zona da cabeça.
Até final da primeira parte, poucos momentos dignos de registo. E ao intervalo, não houve alterações. Os momentos de maior domínio portista estavam guardados para a segunda parte. Aí, o meio-campo defensivo do FC Porto foi praticamente terreno desconhecido.
Segunda parte de (ainda maior) domínio portista, com Djaló em destaque
O 2-0 chegou por intermédio do grande fantasista desta partida – Iván Jaime que, com paciência, tirou um adversário da frente e rematou com efeito para o poste mais distante. Rodrigo Dias, que fez um belo jogo e evitou males maiores, apenas olhou para o esférico.
Ainda os Sintrenses se recompunham, quando Tiago Djaló, menino da Amadora, subiu mais alto do que todos na sequência de um canto para marcar o 3-0. Um tento muito celebrado pelo defesa internacional jovem por Portugal, que apontou para alguém especial na bancada. Chegou a ser aplaudido por adeptos das duas equipas.
Até final, houve um rol de oportunidades do FC Porto negadas ora pelo guarda-redes, ora pelos defesas, in extremis. Vítor Bruno ainda fez entrar Rodrigo Mora, André Franco, Danny Namaso e Nico González, gerindo a equipa antes de um duelo europeu com os alemães do Hoffenheim.
O futebol seguiu o seu curso natural neste jogo de Taça de Portugal. Boa moldura humana e vitória do titular do troféu da Taça de Portugal, de forma incontestada, que segue em frente para a quarta eliminatória da competição.