Jogo intenso entre V. Guimarães e Desp. Chaves no D. Afonso Henriques a contar para a 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal, ambiente efervescente na Cidade Berço e Hernâni, com um toque de magia, a fazer a diferença com dois grandes golos a carimbar o triunfo (2-0) para o Vitória.

Triunfo que não resolve a eliminatória, mas que deixa o V. Guimarães numa situação confortável para a deslocação a Trás-os-Montes, conseguido com elevada nota artística. Um pontapé de bicicleta e um chapéu perfeito de Hernâni, ambos com o pé esquerdo, deram cor à noite da prova rainha em Guimarães.

Pedro Martins inovou no onze do V. Guimarães e, para além da entrada natural de Miguel Silva para a baliza, estreou Fábio Sturgeon como titular. Rafael Martins, que não tem sido feliz na Cidade Berço, deu o seu lugar a Marega, sendo o maliano o jogador mais adiantado dos minhotos. Do lado do Desp. Chaves Ricardo Soares também operou duas alterações, regressando Carlos Ponck ao eixo da defesa e Rafael Lopes ao ataque da equipa flaviense.

Bicicleta de Hernâni com volta atrás no penálti

O encontro começou com intensidade, como era de prever. O conjunto transmontano entrou encolhido e a arrumado no seu meio campo, dando a iniciativa de jogo quase por completo à equipa da casa. Cenário que rapidamente se alterou com o golo apontado por Hernâni logo aos dez minutos.

Jogada de insistência do conjunto de Pedro Martins, Bruno Gaspar cruzou da direita, Hurtado foi cabecear ao segundo poste, Celis fez uma segunda emenda e no coração da área Hernâni respondeu com um pontapé de bicicleta triunfal. Grande golo apontado pelo extremo do Vitória, a mudar desde logo o jogo.

Teve de fazer mais o Desp. Chaves, arregaçou as mangas e equilibrou forças, dominando mesmo em algumas fases perante um V. Guimarães que pareceu quebrar fisicamente cedo de mais. Seguiu-se depois a polémica. Primeiro foi Fábio Martins a tentar cavar uma grande penalidade num lance com Josué, depois o árbitro Bruno Esteves equivocou-se e assinalou grande penalidade num lance em que Pedrão jogou apenas com o peito. Remediou-se, contudo, o erro com o árbitro auxiliar a demover o árbitro setubalense da primeira decisão.

De futebol sobram algumas tentativas de meia distância por parte dos flavienses, quase sempre por cima e um lance em que Bressan esteve na cara do guarda-redes Miguel Silva, mas não conseguiu ultrapassar a mancha do guarda-redes do Vitória. Marega deu mais força à frente de ataque minhoto, mas nem sempre os setores conseguiram ter a melhor ligação.

Mais Hernâni quando o jogo estava partido

Depois do período de destaque o jogo partiu demasiado cedo, assistindo-se a uma toada de parada e resposta com a bola a rondar as duas áreas sem grandes aflorados e com processos relativamente simples.

Davidson foi lançado por Ricardo Soares, Raphinha foi aposta por parte de Pedro Martins para tentar agitar o jogo, mas sem efeitos práticos evidentes. Numa eliminatória para se decidir a dois jogos pesou o estigma do resultado, sabendo de antemão que o resultado não era propriamente mau para nenhuma das equipas, pelo que preferiram não arriscar em demasia.

A segunda cartada de Pedro Martins trouxe um passe certeiro para Hernâni. Tozé descobriu o velocista na esquerda, meteu a bola com as medidas certas para e Hernâni fez o resto. Chapéu a roçar a perfeição com o pé direito a fazer eclodir o D. Afonso Henriques com um golo que aumenta as expetativas para a 2ª mão. A magia de Hernâni decidiu o 1º round, dentro de um mês há mais em Chaves.