Hoarau decidiu

Jogou 13 minutos e decidiu a eliminatória com um golo de cabeça. Deve ser suficiente para a eleição de melhor em campo, não?

Paulo César, a sombra já lá vai

Apetece perguntar: por onde terá andado este brasileiro grande parte da temporada? Na sombra de Renteria e Meyong, parece ser a resposta natural. De qualquer forma, pelo que vem mostrando nas últimas semanas, é um atacante a levar em grande consideração para o que falta da época. Apareceu aos 13 minutos num forte remate ao travessão da baliza parisiense e nunca deixou de incomodar a defesa gaulesa. A cair quase sempre sobre a esquerda, combinou muito bem com Renteria e quase isolava o colombiano de calcanhar num lance em cima do intervalo.

Luís Aguiar, a virtude de não ter medo

Como evoluiu este uruguaio, desaproveitado pelo F.C. Porto no Verão passado. No apoio aos dois avançados, sempre de cabeça levantada e sentidos apurados, jogou e fez jogar. Esteve muito perto do golo aos 34 minutos, num livre que saiu a rasar o poste esquerdo da baliza à guarda de Landreau. Movimentou-se bastante, sempre à procura de ter a bola no pé. E essa é mesmo uma das suas grandes virtudes: Aguiar não se esconde do jogo, assume a condução de grande parte do futebol minhoto e a equipa só sai a ganhar. Não é à toa que leva sete golos apontados nesta Taça UEFA.

Alan, que se dane o estilo

O estilo não é apelativo, parece algo trapalhão, mas é um perigo para qualquer defesa. Muito rápido, não pára um instante e apresenta elevadíssimos índices de confiança. Tentou várias vezes o cruzamento e rematou com muito perigo aos 24 minutos. A bola saiu ligeiramente por cima da baliza francesa. Provoca, chateia e incomoda os adversários no seu estilo de jogo muito peculiar.

Landreau, a mesma segurança oito anos depois

Parece ter sido ontem, mas já lá vão quase oito anos. Na época de 2001/02, Mickael Landreau, então na baliza do Nantes, pisou o relvado do Bessa numa partida a contar para a LLiga dos Campeões e a sua qualidade impressionou quem o viu. Tinha, então, 22 anos. Agora no PSG, o guarda-redes mantém a segurança habitual que já o levou a defender a Selecção Nacional de França em 11 ocasiões. Fortíssimo a jogar fora dos postes, evitou com uma palmada extraordinária o golo a Paulo César aos 13 minutos.

Sessegnon, talento do Benin

Talento a transbordar no corpo deste internacional do Benin. É uma das sensações do PSG 2008/09 e provou em Braga ser um médio a acompanhar com atenção. Pés de ouro, baixinho, a bailar diante dos adversários. Enfim, segue a mesma cartilha do inesquecível Jay-Jay Okocha. Provocou João Pereira desde o primeiro instante e poderia ter sido expulso depois de uma leve estalada ao português. Tem 24 anos.