A FIGURA: Tomás Araújo
Antes da meia-hora, já levava dois cortes determinantes, quando era o último homem na defesa encarnada. Logo a abrir a segunda parte, somou mais dois cortes perante a oposição de Samu. Também deu uma «perninha» no ataque, com dois remates de fora da área que assustaram Diogo Costa.
O MOMENTO: era só encostar, Pavlidis, 90m
Numa altura em que o Benfica apostava no tudo por tudo para chegar ao empate, Andreas Schjelderup arrancou pela esquerda, tirou um excelente cruzamento e a bola caminhou até ao segundo poste. Pavlidis apareceu completamente solto, mas embrulhou-se com a bola e falhou o empate de forma escandalosa.
OUTROS DESTAQUES
Aursnes: foi de menos a mais. Começou com pouco fulgor, mas assumiu maior protagonismo quando a equipa precisou que pegasse no jogo. Controlou as operações, quer defensiva, quer ofensivamente. Ainda assim, nota negativa (surpreendentemente) para a atitude do norueguês, aos 60 minutos. Aursnes driblou o fair-play e não devolveu a bola ao FC Porto, antes de rematar para a baliza deserta e quase fazer golo, quando Diogo Costa verificava a condição física de um colega de equipa.
Prestianni: o argentino trouxe irreverência ao jogo encarnado, mas pouco mais conseguiu do que ser um agitador sem efeitos práticos. Ganhou metros para a equipa com arrancadas pelo lado direito e ainda somou um par de remates, embora pouco conseguidos.
Dedic: o Clássico desta quarta-feira é um bom exemplo daquilo que tem sido o bósnio no Benfica. Não tem dificuldades em vir embalado desde trás e chegar ao último terço, mas aí revela muitos problemas. Dedic conseguiu colocar em sentido o lado esquerdo da defesa do FC Porto em diversas ocasiões, contudo, ou lhe saía mal o drible ou era o passe ou, então, o remate.
Pavlidis: o grego voltou a sentir-se muito desacompanhado na frente. Saiu muitas vezes da sua posição para ter bola e foi bem controlado pelos centrais portistas. Por volta do minuto 90, teve tudo para fazer o empate, mas falhou de forma escandalosa quase em cima da linha de golo.
Sidny Cabral: teve a primeira oportunidade a titular e até deu velocidade e agressividade ao corredor esquerdo, mas não conseguiu ser suficientemente desequilibrador.