Luís Tralhão, treinador do Torreense, em conferência de imprensa de antevisão à final da Taça de Portugal contra o Sporting, agendada para as 17h15 deste domingo, no Jamor. O técnico aponta que este jogo não deveria acontecer a meio do play-off com o Casa Pia. Além disso, recorda o passado como treinador e a relação com o irmão João, adjunto de José Mourinho no Benfica.
Calendarização das competições
«Considero que as equipas que estão no play-off deveriam ter os mesmos dias de descanso. Acho que não devia estar a Taça de Portugal pelo meio, isso devia ter sido levado em consideração. Obviamente que a final da Taça está marcada há muito tempo, são vicissitudes das competições, estamos a pagar um bocadinho o sucesso da temporada, mas também devo dizer que o Sporting em condições semelhantes, noutras competições, utilizou o regulamento a seu favor. Não pode haver dois pesos e duas medidas.
Com isto não me vou desculpar com o que possa acontecer amanhã e quinta-feira. A equipa poderia estar a cem por cento e perdermos os dois jogos. Estamos a jogar com duas equipas da Liga, nós somos uma equipa da II liga que não se preparou nem faz plantel para jogar de quatro em quatro dias. São armas completamente diferentes. Não se pode ter o mesmo tipo de argumento para uma equipa que compete na Liga dos Campeões contra uma equipa que compete na II liga, apesar de ser o primeiro a reconhecer que há calendários, um Mundial para se jogar… entendo isso tudo. Mas ainda esta semana assistimos em França que o Nice vai apresentar no play-off e foi à [final da] Taça de França. Fez a Taça de França e agora vai fazer os dois jogos do play-off. Isso é mais sensato do que o calendário que temos. Mas não sou pessoa de desculpas, estou a dizer o que me vai na alma. Vamos estar prontos para o jogo de amanhã e para o jogo de quinta-feira.»
Exemplo de que a oportunidade tarde ou cedo chega
«Já tenho muitos anos de treinador, são 27 anos. Fico muito feliz pelas pessoas e tenho recebido muitas mensagens de pessoas que têm acompanhado o meu trajeto. Aconteça o que acontecer na minha carreira, o que mais me orgulho é da marca que tenho deixado nas pessoas. Tento gerar consensos. Tenho mensagens de ex-jogadores que treinei e fico muito contente. Uma palavra para os treinadores que são muito competentes e não tiveram uma oportunidade para se mostrar.»
Picardias com o irmão
«Já não vivemos na mesma casa há uns aninhos. Apesar de ser mais velho do que ele, trabalhamos muitos anos juntos. Ele é um dos meus ídolos e eu sou um dos ídolos dele. Somos muito próximos e não há rivalidade. Fico muito feliz pelo nível que está a atingir e ele tem muito orgulho no que estou a fazer. Para ele e toda a família não havia qualidade de um e de outro. Estamos felizes de o apelido Tralhão ser muito falado ultimamente. É um orgulho.»