Em declarações à Agência Lusa, António Aguiar, o presidente da Casa, afirma querer «fazer uma época tranquila sem preocupações de descida, em nome do Futebol Clube do Porto, que não pode estar associado a descidas de divisão».

Aguiar não exclui a luta «pelos lugares cimeiros», mas a ambição é limitada pelas dificuldades financeiras. «O clube tem um orçamento de cerca de 10.000 euros e para aspirar a andar nos lugares de topo do campeonato da primeira divisão seria necessário um orçamento pelo menos cinco vezes superior», lamentou.

O presidente da Casa do F.C. Porto em Macau salienta a vontade de uma equipa que «habituou o público a surpreender pela positiva», o que torna a conquista do campeonato «algo possível», conforme fez questão de explicar. «Fizemos algo inédito, que foi subir à primeira divisão em dois anos com o trabalho e dedicação de técnicos e jogadores e, por isso, tudo é possível, apesar das dificuldades.»

O treinador da equipa, Francisco Rosário, e os jogadores que servem a casa dos dragões não ganham qualquer ordenado, mas têm direito a prémios de jogo. Na época que agora terminou, a Casa do F.C. Porto não sofreu qualquer derrota e apenas concedeu dois empates, frente a Kuan Tai e Hong Ngai, os outros clubes do pódio.

O objectivo mais próximo do clube é a Taça de Macau, para a qual vai medir forças nos oitavos de final com o Hoi Fan, detentor do troféu. Curiosamente, o treinador Francisco Rosário é também jogador e capitão do Hoi Fan, pelo que não vai poder orientar a equipa dos dragões nem participar na partida.