A figura: Elias

Talento indiscutível... mas irregular nesta noite. Depois de uma primeira parte em que poucas vezes pareceu estar em campo, muito por culpa de Skolnik, que não o largou, Elias fez a diferença no segundo tempo, sobretudo nos últimos 15 minutos e numa altura em que, curiosamente, o croata já não estava em campo. Tornou as contas mais fáceis para o Sporting, aos 75 minutos, como se um ponta-de-lança se tratasse, com um remate de primeira sem hipóteses para Vladan. Sufocaria nos minutos seguintes a defesa nacionalista, com investidas venenosas, uma delas travada pelo guarda-redes montenegrino. «Apareceu» numa altura determinante e fez a diferença.

O momento: 2-2

E no último dos cinco minutos de descontos o leão redimiu-se. Livre convertido por Schaars, Rui Patrício na área do Nacional e golo do holandês para dedicar a si próprio... em dia de aniversário. Esteve longe de ser uma das melhores noites do médio, mas será certamente inesquecível.

Outros destaques:

Matías

Tal como Elias, o chileno também esteve em melhor plano na segunda parte, afirmando-se no terreno com a expulsão de Márcio Madeira. Visou com perigo a baliza de Vladan.

Carrillo

Foi a primeira alteração de Domingos Paciência e percebeu-se porquê. O Sporting precisava, literalmente, de genica e Carrillo tem-na toda. Fantástico este jovem peruano, com bom toque de bola e boa movimentação. Promete.

Jeffrén

Regresso cinzento do extremo espanhol numa primeira parte que esteve longe de favorecer o seu futebol. Desde 30 de Outubro, quando se lesionou em Aveiro frente ao Feirense, que Jeffrén não era opção para Domingos Paciência. Recuperou a titularidade mas saiu ao intervalo para a entrada de Capel. O treinador terá juntado o útil ao agradável: poupar Jeffrén e refrescar o ataque.

Polga

Xandão não é nome de código, é mesmo uma realidade para Polga, mas nem assim o capitão evitou uma das piores exibições. Cometeu erros a mais e que podiam ter custado mais caro à equipa, sobretudo quando em cima do intervalo perdeu a bola para Candeias que assinou o 0-2. Logo aos três minutos, colocou o «ouro» na mão do «bandido», no caso Diego Barcellos, valendo então a aplicação de Onyewu, a evitar o pior. Tem o destino traçado.

Mário Rondón

Depois de um falhanço inacreditável cinco minutos antes, o avançado venezuelano não se deixou abater e abriu o marcador em Alvalade com total dedicação. Se o remate aos 31 minutos saiu ao lado, após oferta de bandeja de Skolnik, aos 36 impôs-se à defesa leonina e, de cabeça, bateu Patrício na resposta a um livre de Candeias. Esteve muito perto de bisar, sobretudo na segunda parte, encontrando buracos na defesa leonina sem qualquer dificuldade.

Candeias

Esteve muito perto de decidir o jogo, depois de ter sido responsável pela preciosa vantagem do Nacional ao intervalo, com uma assistência e um golo. Primeiro, marcação exemplar do livre que deu origem ao primeiro golo e que terminou na cabeça de Mário Rondón; depois fantástica a jogada individual que terminou no fundo da baliza de Rui Patrício. Depois de enxovalhar Polga não vacilou na frente de Rui Patrício, fazendo a bola passar por entre as pernas do guarda-redes. Saiu antes do tempo.

Luís Neto

Excelente exibição do defesa português, reforço do Nacional para a presente época, por sinal de estreia no principal escalão, depois de toda a carreira realizada até então com a camisola do Varzim. Foi um grande obstáculo ao Sporting, com cortes e desvios preciosos na área, a adiar o mais possível o(s) golo(s) do anfitrião.