A figura: Mateus:

Protagonista principal do encontro, com um «bis». O primeiro golo logo aos 11 minutos, a mostrar mais eficácia que Barcelos e Rondón na jogada. E depois, já na compensação, a garantir a vitória com uma grande penalidade por si conquistada.

Positivo: alma leiriense

Depois de todos os problemas sentidos ao longo da época, e particularmente nas últimas semanas, os jogadores leirienses ainda conseguiram, na última jornada da Liga, e já com o último lugar garantido, recuperar de uma desvantagem de dois golos. Acabaram depois por sofrer o terceiro golo, mas...Bravo!

Negativo: displicência nacionalista

A equipa de Pedro Caixinha terá julgado, ao intervalo, que a vitória estava garantida, e na etapa complementar jogou a passo. Só acordou com o golo do empate, e foi de penalty que chegou à vitória, já nos descontos.

Outros destaques:

Claudemir:

Marcou de penalty, tal como Mateus, e foi, a par do angolano, o jogador com maior dinâmica do Nacional. Está também na origem do primeiro golo, com o passe longo que descoordena a defesa leiriense. Trabalhou por dois ou três jogadores, a meio-campo.

Filipe Oliveira:

Bem mais solto do que nos dois jogos anteriores, a assumir-se como o principal organizador de jogo. Parece ser um jovem inteligente a jogar, e por isso mostrou-se mais adaptado às exigências do futebol sénior. Com um pé esquerdo requintado, falta-lhe agora ajustar-se ao ritmo dos «crescidos».

Djaniny

Uma exibição que espelha o comportamento coletivo da equipa. Começou muito bem, a criar várias situações de perigo, caiu após os dois golos do Nacional, e na segunda parte foi um dos protagonistas da reação leiriense. Com espaço para o contra-ataque mostrou-se bem mais inspirado do que nas situações em que a defesa está bem preenchida.

Oblak, Vladan e...Copetti

Exibição inspirada dos dois guarda-redes titulares. Oblak, uma vez mais, a mostrar grande nível na baliza leiriense, e Vladan a destacar-se sobretudo na segunda parte, quando o Nacional baixou os braços. Referência ainda para a situação insólita de Copetti. Cedido pelo Benfica à União de Leiria, em Janeiro, foi inscrito apenas para a penúltima jornada, e estreou-se na última. A expulsão de Oblak promoveu a entrada do brasileiro, já nos descontos. Sofreu um golo de penalty e não tocou na bola.