A UEFA reiterou esta quinta-feira que mantém a suspensão das equipas russas das competições internacionais, devido à guerra na Ucrânia, distanciando-se da posição assumida recentemente pela FIFA, que admitiu um eventual levantamento parcial da medida.
«A posição da UEFA é clara e não mudou. Não comento o que a FIFA faz ou os governos dizem. O mundo muda. Veremos o que o futuro nos reserva», afirmou Aleksander Ceferin, durante conferência de imprensa no 50.º congresso do organismo.
De recordar, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou no início do mês de fevereiro que o boicote devia começar a mudar, pelo menos, nas categorias inferiores.
Contas da UEFA aprovadas com prejuízo
O congresso ficou ainda marcado pela aprovação, por unanimidade, do relatório e contas relativo à época 2024/25. A UEFA apresentou um resultado líquido negativo de 46,2 milhões de euros, valor que será coberto pelas reservas do organismo.
Apesar do prejuízo, as receitas ultrapassaram os 5.000 milhões de euros, mais 737 milhões face à temporada anterior. Para 2026/27, está previsto um resultado líquido negativo de 62 milhões, ainda assim com a garantia de que as reservas se manterão acima dos 400 milhões de euros antes do final do próximo ciclo financeiro.
Entre as decisões tomadas em Bruxelas está também a criação de um prémio anual para distinguir o melhor árbitro e a melhor árbitra das competições organizadas pela UEFA, numa iniciativa que visa promover o respeito pelos juízes e destacar exemplos de dedicação e integridade.
O próximo congresso do organismo europeu está marcado para 4 de março de 2027, em Astana, no Cazaquistão.