Ulisses Morais, técnico da Naval, estava satisfeito com a exibição da sua equipa em Alvalade e defendeu a atitude ofensiva, com três avançados no onze, sem alterar o modelo habitual pelo facto de jogar frente a um grande:

«Tem a ver com uma filosofia, um conceito de jogo e com a minha personalidade. Se jogássemos de maneira diferente, poderíamos ter mais ou menos um ou dois pontos, mas não vamos por aí. Prefiro elogiar a coragem de uma equipa que assume mais riscos, não só pelo que isso traz ao espectáculo, mas também pelo trabalho que desenvolvemos. Transmiti a este grupo que é possível jogar de forma quase igual à do nosso adversário ¿ porque é óbvio que há diferenças ¿ e com isso ficarmos mais perto de ganhar. E penso que ficou provado que poderia ter acontecido outro resultado, porque o Sporting não nos dominou. De forma nenhuma a diferença no marcador me parece justa.»

Para o técnico, a atitude geral da equipa foi a correcta, mas houve falhas em momentos chave que explicam o resultado:

«Obviamente que ninguém está satisfeito por perder o jogo. Mas se tivéssemos perdido jogando de outra forma, descaracterizando a nossa equipa, então teria sido uma derrota dupla, ou tripla. Dizer-lhes para jogarem de forma diferente da que vão jogar com o Leixões é confundir os meus jogadores. Prefiro perder dizendo aos meus jogadores para jogarem com alguma qualidade. O romantismo na forma como abordamos um ou outro lance, isso sim, é passível de reparo. O primeiro golo nasceu de uma infelicidade, porque o Baradji escorregou, mas soubemos dar a volta e ir à procura do golo. A forma como sofremos o segundo golo, perdendo a bola e cometendo a falta, ilustra esse romantismo. Mas sem querer vitórias morais, estou preparado para lhes dizer no próximo treino que pelo que fizeram estou confiante em ganhar o próximo jogo»