Lito Vidigal dirigiu o primeiro treino na U. Leiria na manhã desta quinta-feira e foi apresentado à tarde, mostrando-se entusiasmado com o regresso à liga principal e com vontade de colocar a equipa a jogar um futebol atractivo, capaz de levar mais adeptos ao estádio.
«Aceitei este convite por ser um desafio aliciante, que me dá possibilidade de voltar a trabalhar na Liga e porque tenho outros objectivos desportivos e de carreira. O que me foi pedido? Conseguir a manutenção, andar em lugares confortáveis na classificação e aliar os bons resultados a um futebol agradável para tentar puxar um pouco mais pelos adeptos, que normalmente não abundam no estádio», revelou o jovem técnico, precisando ainda que terá de ter alguma imaginação para gerir um plantel actualmente com 29 jogadores.
Sobre a saída do Portimonense e a indemnização reclamada pelos algarvios por quebra indevida do contrato, Lito Vidigal mostrou-se pouco preocupado. «Não vejo polémica nenhuma, eu falei sempre com o presidente ao longo destes dias, de uma forma clara e frontal. Ele pode confirmar isso. A partir momento em que as coisas não puderam ser feita de outra forma, foi desta maneira, mas o departamento jurídico do Leiria é que pode responder melhor a essas questões», revelou, sendo certo que, segundo informação do director-desportivo do clube, o técnico já está inscrito na Liga e vai, «seguramente», sentar-se no banco para dirigir a equipa este sábado, frente à Naval.
Numa rápida antevisão ao jogo, o sucessor de Manuel Fernandes, que garante não ter falado com o colega, apesar da amizade entre ambos, revela que gostaria de começar com uma vitória, apesar de ter ainda muito trabalho pela frente: «O objectivo para todos os jogos é sempre vencer, mas sabemos que temos pouco tempo. A Naval é uma excelente equipa e está muito bem orientada. A minha ideia do plantel ainda é vaga mas a atitude é muito boa, há uma vontade tremenda de ganhar e trabalhar. O espírito colectivo é muito forte. O mais importante é dar continuidade e, com o passar do tempo, dar o nosso toque. O Manel fez um trabalho excelente, ao qual queremos dar continuidade.»
Conselhos dos irmãos e o sonho de chegar perto de Mourinho
Antes de rumar a Leiria, Lito Vidigal cumpriu a tradição sempre que precisa de tomar uma decisão: falar com os mais próximos. Desta vez, tinha até um conselheiro especial, o irmão Beto, que jogou na União. «É difícil falar com todos os meus irmãos, são muitos, tenho fazer um contrato alguma empresa de comunicações [risos]. Peço sempre opinião à família e amigos nestas situações. Falei com o Beto e outros, só sobraram dois ou três. Mas não precisava da opinião dele para saber do presidente, penso que a obra fala por ele.»
A U. Leiria projectou alguns treinadores nos últimos anos, como José Mourinho ou Jorge Jesus, mas para Lito Vidigal esses nomes apenas o fazem¿ sonhar: «São treinadores consagrados, é a nata do futebol mundial. Eu ainda tenho muito tempo para sofrer. Mas quero continuar a fazer um trabalho positivo e sonhar em chegar, um dia, ao pé desses grandes treinadores.»
Além de Lito, a administração leiriense apresentou também a restante equipa técnica, constituída por Tomás Silva, João Bastos e Fernando Morgado, aos quais se junta Carlos Cachada, que transita do anterior elenco, liderado por Manuel Fernandes.