Uma grande penalidade misteriosa encaminhou a União de Leiria para o terceiro triunfo da época, frente ao Vitória de Setúbal (2-0).

Djaniny confirmou depois um resultado que o Vitória de Setúbal acabou por merecer, dada a fraca exibição na Marinha Grande. A equipa leiriense não deslumbrou, longe disso, mas continua a recuperar a margem de manobra.

A coragem durou pouco, mas o prémio apareceu de surpresa

Mais necessitada de pontos, a equipa da casa entrou em campo atrevida, mas depressa lhe passou. Bruno Moraes assustou Diego logo no primeiro minuto, mas a União de Leiria não conseguiu manter a intensidade, afunilando também em demasia o jogo. O Vitória de Setúbal procurava explorar a eventual ansiedade do adversário, à espera do erro, mas a meio-campo parecia incapaz de ganhar uma bola dividida. Só de bola parada apareceu um lance de perigo sadino, no primeiro tempo, com Jorge Gonçalves a cabecear ligeiramente ao lado (17m).

Os destaques do jogo

Por esta altura já o jogo se tinha tornado enfadonho. A U. Leiria tinha sempre mais bola, mas mostrava falta de ideias para contornar a boa organização defensiva do adversário, que por sua vez parecia incapaz de chegar ao ataque de bola corrida. Foi então que, do nada, apareceu uma grande penalidade favorável à equipa da casa (35m). Um lance sobre o qual é difícil emitir opinião, já que ninguém na bancada (de imprensa, pelo menos) percebeu qual a infracção vista pelo jovem árbitro Hélder Malheiro. Bruno Moraes apareceu pelo chão, e depois foi chamado à marca de onze metros para inaugurar o marcador.

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O golo despertou o Vitória, mas aproveitou a U. Leiria para, em contra-ataque e com confiança renovada, aumentar a vantagem (44m). O golo foi de Djaniny, mas o trabalho de Bruno Moraes à entrada da área também merece referência.

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Reacção inofensiva

Insatisfeito, Bruno Ribeiro trocou duas unidades ao intervalo (Rafael Lopes e Bruno Severino nos lugares de Neca e Jorge Gonçalves), mas a reacção não teve a força necessária para discutir o resultado. O Vitória precisava reduzir a diferença o mais rápido possível, mas só aos 65 minutos criou a primeira grande situação de perigo, com Gottardi a negar o golo a João Silva com um espantoso voo.

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A equipa visitante teve mais posse de bola no segundo tempo, como seria de esperar, mas raramente conseguiu incomodar o guarda-redes adversário. Na reacção a cada passe errado, a cada remate torto, os jogadores sadinos mostravam-se incapazes de inverter a situação.