O tenista britânico era claro favorito depois de nos últimos treze meses ter ganho o US Open, Jogos Olímpicos e Wimbledon, mas o que se viu em Flushing Meadows, Nova Iorque, foi um magistral jogo de Wawrinka, sempre dominador.

Aos 28 anos, o suíço (nono cabeça-de-série) consegue o seu melhor resultado em singulares (foi campeão olímpico de pares em 2008, com Federer) e atinge as meias-finais de um torneio do Grand Slam. Agora, fica à espera do vencedor do encontro que oporá o sérvio Novak Djokovic, número um mundial, ao russo Mikhail Youzhny.

Na outra meia-final estão o espanhol Rafael Nadal (segundo cabeça-de-série) e o francês Richard Gasquet (oitavo).

Com um historial no confronto direto de 8-4 para Murray, seria lógico antever-se o domínio do escocês, apesar de o único embate que tiveram em 2013, em Monte Carlo, ter sido ganho por Wawrinka. Mas o suíço não se atemorizou e obrigou o terceiro do «ranking» mundial a duas «humilhações» raras: é apenas a segunda vez, em 146 encontros de Grand Slam, que Murray não conseguiu uma bola de «break», e é a primeira vez que é eliminado, a este nível competitivo, por um jogador abaixo do top-6.

«É fantástico ganhar assim, contra o detentor do título», disse o suíço, 10.º do «ranking» mundial, que desorientou por completo Murray no primeiro set, a ponto do escocês ter quebrado a raqueta.

Com desportivismo, Murray elogiou o adversário: «Stan jogou muito bem. Serviu bem, encontrou as linhas, conseguiu supergolpes. Tive oportunidades para ganhar, mas fiz muitos erros».

Até aos 5-4 do primeiro set, o jogo ainda não tinha uma tendência nítida, mas o falhanço de Murray que lhe valeu a perda do primeiro set desequilibrou tudo. Daí para a frente, Murray jogou com pouco ânimo e Wawrinka sempre melhor.

Com ¿breaks¿ nos momentos decisivos, Wawrinka avançou para um resultado histórico, para que bastaram três sets.