Liedson

Como sempre, resolveu. Paulo Bento dissera, na véspera da partida, o «levezinho» tem sido de uma entrega extraordinária. E se anda lesionado, ou com dores, isso não se nota em campo. Mais uma vez, o 31 puxou pela equipa, esbracejou para esta vir para a frente e conseguiu, ele próprio, ganhar metros, ao aplicar-se a fundo. Parecia que não era dia de Liedson resolver, mas a parceria com o também experiente Derlei é cada vez melhor e o 31 ganhou o jogo após passe do colega de ataque. Perante Nilson, não deu hipótese. Deu sim, três pontos ao Sporting. Um hábito.

Rui PatrícioIntervenções decisivas a segurar o empate, sem hipótese no golo de Roberto. Rui Patrício adiou o golo vimaranense, primeiro com uma grande defesa aos 8 minutos, depois outra, com o pé, aos 28, a negar o 1-0 a Roberto. O brasileiro viria a marcar, mas aí o guarda-redes pouco ou nada podia fazer. A seguir ao golo, falhou uma saída, mas compensação com estirada espantosa junto ao relvado.

Derlei

Um jogo à imagem do Ninja. Começou por atirar uma bola à trave e, mesmo que tenha sido com as costas, teve o dom de acreditar que era possível chegar à bola. Dois minutos volvidos e Derlei esteve outra vez perto do golo, só que a pontaria voltou a estar desafinada. Viu um cartão amarelo pela aplicação excessiva e falha o próximo jogo, com o E. Amadora. Redimiu-se mais tarde, ao assinar o empate, com um golo à ponta-de-lança, bem no coração da área do Vitória. Não estava satisfeito e ainda descobriu Liedson para o golo triunfal dos leões.

Roberto

Quatro jogos, quatro golos. Eis o saldo do avançado do Vitória desde o triunfo na Luz sobre o Benfica. Marcou aos encarnados, fez o mesmo ao F.C. Porto e juntou um terceiro em Paços de Ferreira. De regresso a casa, voltou a facturar, igualando também um recorde de Paulinho Cascavel, antigo ponta-de-lança dos minhotos, que era, até este sábado, o único a conseguir marcar aos três grandes na mesma época. Enfim, um golo histórico no currículo de Roberto.

Nuno Assis

Influente. Tanto que o perigo que o Vitória criou junto à baliza de Rui Patrício passou sempre pelos pés do número dez. Fez o primeiro remate do jogo, com a bola a passar ao lado do poste direito dos leões, fez um outro, aos oito, muito mais perigoso, com Patrício a brilhar. Aos 28, tirou um cruzamento milimétrico para os pés de Roberto, que permitiu ao guarda-redes defesa apertadíssima. No mais, usou o passe curto e certo para levar a equipa para a frente. Uma exibição ao nível de outras, um desempenho igual ao que Nuno Assis já demonstrou várias vezes no D. Afonso Henriques e fora dele. Até aos golos leoninos, Nuno Assis foi o melhor em campo.

Nilson

Duas grandes defesas aos 15 (Pedro Silva) e 24 (Liedson), esta com o pé, evitaram o golo leonino até ao intervalo. Demonstrações de segurança, que teve também nas outras acções, sobretudo a sair dos postes, contabilizando apenas o primeiro tempo. Na segunda metade, voltou a negar o golo aos leões, com uma defesa junto ao chão, a remate de Moutinho. Não podia fazer nada nos golos.