O jogo arrancou com uma contrariedade para Carlos Cardoso. Zoro, que ocupava o lugar do castigado Robson, esteve em campo apenas dois minutos. Um corte em esforço ditou a saída precoce do jogo, com um problema muscular. Regula foi lançado em jogo, com Hugo a recuar para o eixo da defesa.

Se os argumentos do Sp. Braga já pareciam melhores, à entrada para o jogo, a lesão de Zoro e consequente alteração táctica fez com que a equipa sadina demorasse um pouco a assentar o jogo. Por isso, os primeiros vinte minutos pertenceram por completo ao Sp. Braga. Alan e Matheus, nas alas, causaram muitas dificuldades. O esquerdino esteve perto de marcar em duas ocasiões: primeiro rematou de longe e Kieszek quase dava um «frango» (25m), depois cabeceou às malhas laterais (32m). Antes, porém, já Orlando Sá tinha introduzido a bola na baliza, mas o lance foi anulado por pretensa falta (22m).

Ultrapassada a barreira dos vinte minutos, o Vitória de Setúbal conseguiu sair mais do seu meio-campo, ainda que sem incomodar muito Eduardo. O Sp. Braga continuava a criar perigo, e a dois minutos do intervalo Orlando Sá entra na área pela esquerda e tenta o cruzamento, mas a bola bate no corpo de Hugo. O avançado reclama grande penalidade, e fica a ideia que teria razão, já que o corte parece ter sido com o braço. O primeiro tempo termina com um grande livre de Bruno Ribeiro, a assustar Eduardo e a fazer o público setubalense gritar golo, mas em vão.

O intervalo fez bem ao Vitória. No segundo tempo a equipa sadina apareceu mais atrevida, e a criar lances de perigo. Primeiro foi Auri a testar a atenção de Eduardo, e depois Bruno Gama introduziu mesmo a bola no fundo da baliza, num lance anulado por um fora-de-jogo que, no estádio, é difícil de avaliar.

Crescer para depois cair do alto

Mas como o futebol está cheio de ironias, foi no melhor período da equipa da casa que o Sp. Braga conseguiu chegar à vantagem. Grande trabalho de César Peixoto, a fazer um túnel a Ricardo Chaves e depois a servir Orlando Sá, que finalizou (55m).

O tento inaugural desestabilizou a equipa sadina, e logo a seguir Auri fez um disparate, ao atrasar a bola para Kieszek, que se viu obrigado a agarrar para evitar o golo. Na conversão, Peixoto rematou e no meio da confusão, Olegário Benquerença deu indicação de golo, no meio de imensos protestos e grande confusão.

Carlos Cardoso reagiu de imediato e lançou Michel e Carrijo nos lugares de Ricardo Chaves e Auri, mas a equipa da casa já estava completamente desorientada, e logo a seguir Rodriguez colocou os visitantes a vencer por 3-0.

De um momento o jogo ficou decidido, e até final o Sp. Braga limitou-se a gerir o encontro, sem grande pressão. O Vitória, após o terceiro golo, baixou completamente os braços, e as bancadas foram ficando vazias.