César Peixoto

Na ausência de Luís Aguiar, assumiu a responsabilidade de municiar o ataque da equipa. Na primeira parte esteve activo, mas os passes pareciam não lhe estar a sair bem. No segundo tempo redimiu-se: no primeiro golo fez a assistência para Orlando Sá, depois de ter feito um túnel a Ricardo Chaves, e depois foi o (aparente) autor do segundo golo, na sequência de um livre indirecto no interior da área.

Hugo

Tem sido utilizado como elemento mais recuado do meio-campo, e frente ao Sp. Braga a aposta era a mesma, mas a lesão de Zoro, logo aos dois minutos, obrigou-o a recuar para o eixo da defesa. Não acusou a mudança, até por conhecer bem o lugar. Com a entrega de sempre, fartou-se de cortar lances de perigo. É dos poucos que, a bem dizer, terá escapado ao naufrágio da segunda parte. Já no período de descontos esteve perto de marcar em duas ocasiões. Primeiro viu Eduardo negar essa intenção, depois acertou no poste. Mereceu os aplausos que recebeu então.

Orlando Sá

Fez o que se pede a um ponta-de-lança. Batalhou muito com os centrais contrários, ganhou e perdeu lances, mas quando teve uma soberana oportunidade não desperdiçou. Deu a melhor sequência ao belo trabalho de César Peixoto e bateu Kieszek, inaugurando o marcador.

Matheus

Foi em Setúbal que fez a sua melhor época, e talvez isso tenha ajudado Jorge Jesus a decidir dar-lhe um lugar no «onze». Não desiludiu. Foi o principal foco de perigo na primeira parte, e em duas ocasiões esteve perto de marcar. Primeiro quase era premiado com um «frango» de Kieszek, corrigido a tempo, e depois cabeceou às malhas laterais. No segundo tempo esteve mais apagado, e acabou por ceder o lugar a Stélvio.

Alan

Na primeira parte fez parceria como Matheus, na tarefa de «agitar» o jogo. No global pode ser dito que esteve uns furos acima do colega de equipa. Exibição muito dinâmica, e se na linha nem sempre causou desequilíbrios, criou sempre perigo com as diagonais para a zona central.