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«Tudo o que o Figo tinha feito não era fácil de esquecer. Se tivessem dado tempo ao Simão, não digo que ele fizesse esquecer o Figo, mas tenho a certeza que seria lembrado como um grande Simão, que tinha conquistado muitos títulos lá. Não tenho a mínima dúvida. Podem dizer que era jovem mas isso não tem nada a ver, pois ele já tinha adquirido tudo o que um jogador formado pode adquirir», defende Vidigal, recordando os anos de Simão na Catalunha, onde o extremo chegou em 1999/00, ainda com Figo na equipa, e esteve mais uma temporada, já depois da conturbada saída do número 7 para o Real Madrid.

Para Vidigal foi o rótulo de «substituto de Figo» que prejudicou Simão. Mas, o médio não tem dúvidas de que as qualidades do camisola 20 do Benfica se enquadram perfeitamente no campeonato espanhol: «Continuo a dizer que o campeonato ideal para ele é o espanhol. Se calhar contra muita gente, que acha que por lá ter estado em Espanha não é o melhor, eu acredito que lá será feliz. Joga-se para ganhar e as qualidades dele enquadram-se perfeitamente. Em Itália será mais difícil, pois é um campeonato duro, muito táctico. Não é um campeonato fácil para jogadores com as características dele.»

Vidigal admite que «estranha» o facto de Simão ainda não ter saído de Portugal. «Estou fora e oiço muitas vezes o nome do Simão. Muitas equipas de topo informam-se sobre o Simão, pois querem saber como é que está. Acredito que o Benfica tem feito um esforço para o manter na equipa», sublinha o médio que actua na Serie A.