O Vitória segue em frente na Taça de Portugal, após afastar o Benfica na quarta eliminatória, repetindo o êxito da temporada 2005/06, então nos quartos-de-final, quando também ganhou na Luz por um golo.
Desta vez foi Lazzaretti o autor da vitória, um prémio merecido para uma equipa que enfrentou com coragem e sabedoria o vice-líder do campeonato, já depois de ter ganho ao Sp. Braga na última ronda. O Benfica fica pelo caminho em vésperas de defrontar o Sporting em Alvalade.
Sem Luisão (em recuperação) e Cardozo (castigado), Jorge Jesus apostou, respectivamente, em Sidnei e Keirrison, e não prescindiu de Ramires, que treinou com limitações durante a semana, além de Moreira na baliza.

Já Paulo Sérgio trocou apenas Roberto por Custódio, reforçando o miolo defensivo e libertando João Alves no corredor direito (Desmarets no esquerdo) e com Targino e Nuno Assis soltos na frente.
Paulo Sérgio garantiu na véspera que preparou a sua equipa para um jogo de grau de dificuldade elevado e a lição foi estudada com cuidado pelo treinador finalista da edição anterior, então ao serviço do P. Ferreira. Aos nove minutos já o Benfica se colocava a jeito junto da baliza do Vitória, mas Nilson evitou que Keirrison inaugurasse o marcador na primeira oportunidade, após assistência de Aimar. Pouco depois, aos 14, mais uma excelente intervenção do guarda-redes brasileiro, a desviar um livre bem desenhado por Aimar.
O Benfica atacava mais, mas o Vitória ganhava confiança na frente, à medida do acerto da defesa. Foi aos 22 minutos que surgiu o primeiro remate, com Desmarets, assistido por Nuno Assis, a facilitar o trabalho de Moreira. O golo chegaria logo a seguir, com Lazzaretti a responder de cabeça a um canto de Desmarets. Estavam decorridos 26 minutos.
A estratégia do Benfica não surtia efeito, Andrezinho e Sereno estavam muito seguros nas alas, pelo que Di María e Ramires trocam de corredor (36 minutos), também para explorar o cartão amarelo de Desmarets e favorecer as transições de Di María.
O intervalo chegou com uma defesa à queima-roupa de Moreira, depois de uma perda de bola de Coentrão para Targino (uma constante dor de cabeça para a defesa encarnada), que terminou em Nuno Assis. Este cabeceou, contudo, à figura do guarda-redes!
Pressão encarnada, desacerto no remate e eficácia minhota
O intervalo chegou sem alterações nas equipas e com o Vitória a revelar a mesma eficácia no sector mais recuado. A custo, o Benfica descobria o caminho da baliza e enganava uma defesa confiante, concentrada e organizada, que tinha no guarda-redes o elemento mais eficaz.
Mais uma vez Nilson decisivo nos minutos iniciais, primeiro a socar um canto quase directo de Di María (51) e depois a defender remate de primeira de Aimar (54). Seguiu-se Saviola e, mais uma vez, o brasileiro a responder com acerto.
Nos últimos 35 minutos, a cabeça deu lugar ao coração, não só pelas substituições, no caso do Vitória todas forçadas, como pela crença dos encarnados de melhor sorte no marcador. A saída de Sereno afectou o corredor esquerdo, até pela sequência de erros de Milhazes.
Jorge Jesus apostou tudo no ataque com as entradas de Weldon, Nuno Gomes e Felipe Menezes, mas o esforço não se traduziu em golos, apesar de não terem faltado oportunidades. Sempre Nilson a negar o golo na última instância, quando os defesas não conseguiam responder. Felipe Menezes, na primeira jogada, ofereceu o golo aos homens mais avançados do Benfica, mas nem Weldon nem Nuno Gomes conseguiram acertar na bola. O Benfica massacrou, mas não chegou.