O jogo entre Sp. Espinho e Benfica, dos quartos de final do campeonato nacional de voleibol, ficou marcado por um episódio de alegado racismo dirigido ao atleta encarnado Lucas França, que entretanto já reagiu publicamente.

Numa mensagem partilhada nas redes sociais, o jogador brasileiro explicou o que sentiu durante o encontro.

«Como atleta, sei muito bem que sou um produto exposto numa vitrine, disponível ao público para entretenimento. [...] Porém, quando essas ‘críticas’ envolvem a cor da pele ou o cabelo, deixam de ser críticas e passam a ser racismo», começou por dizer.

Lucas França revelou que optou por não reagir de forma agressiva, mas decidiu expor o sucedido no momento, pedindo intervenção.

«Essa agressão ultrapassou uma barreira. Não reagi de forma agressiva, mas trouxe à luz o que aconteceu para que as pessoas responsáveis pudessem agir», acrescentou.

O jogador destacou ainda a reação imediata dentro de campo, ilibando o adversário.

«Sei que este episódio não representa os valores dos atletas e diretores do Sp. Espinho, pois, assim que comuniquei o ocorrido, saíram em minha defesa e tentaram identificar o responsável, mas quem fez, sabe o que fez», atirou.

O central do Benfica agradeceu também o apoio do clube e deixou um apelo claro. «Espero que a federação tome as medidas necessárias para que isto não volte a acontecer. Não há mais espaço para isto».

Entretanto, o Sp. Espinho já reagiu em comunicado, condenando o sucedido e apresentando desculpas.

«Se houve algum insulto proferido da bancada ao atleta do Benfica, o Sp. Espinho lamenta o sucedido e apresenta publicamente desculpas ao visado e ao seu clube», pode ler-se, com o clube a reforçar que se tratou de «um ato isolado, que de forma alguma vincula a estrutura, sócios e adeptos».

O emblema espinhense mostrou-se ainda disponível para colaborar com as autoridades na identificação do responsável.