«Acredito que, agora, este dragão está com outra cara. Na primeira volta, estavam num momento diferente, a equipa ainda estava a adaptar-se ao campeonato, e nós conseguimos tirar proveito dessa situação», relembra o defesa navalista, que ainda não sabe se poderá defrontar os portistas, já que se lesionou no treino desta sexta-feira.

Passada uma volta sobre o jogo, as armas da Naval serão agora outras. É preciso explorar fragilidades no adversário e estas, desta feita, poderão ser as ausências de Fernando e Hulk, além do cansaço provocado pelo jogo a meio da semana com o Atlético de Madrid: «Há dois jogadores importantes que não poderão jogar e nós temos de tirar dividendos disso, com sabedoria e inteligência. Além disso, o desgaste sempre bate apesar de o F.C. Porto ter um bom plantel. Temos de fazer uma marcação eficaz e tentar surpreender no ataque.»

Caso jogue, repetir a proeza de marcar está no horizonte de Daniel Cruz, embora sabendo que a parada está mais alta e os contextos são completamente diferentes: «Foi um momento de felicidade e se for premiado de novo com esse sucesso ficarei muito honrado e lisonjeado. Não sou um goleador, apesar de em cada época deixar a minha marca, mas se surgir uma oportunidade não irei desperdiçá-la.»

«Ulisses faz falta»

Ulisses Morais voltou a não acompanhar toda a semana de preparação da equipa devido à necessidade de fazer exames para determinar a origem da infecção que o acometeu. Os treinos foram dirigidos pelos adjuntos e os jogadores, de forma profissional, tentaram abstrair-se mas é inevitável abordar o assunto: «Ele faz sempre falta. Dá-nos conselhos, é muito inteligente, e sabe do ofício. Mas com a saúde não se brinca. Esperamos que volte a cem por cento o mais rapidamente possível.»

De resto, segundo o lateral, os treinos têm decorrido com a mesma tranquilidade, «apenas a motivação no trabalho é maior». É compreensível.