Fábio Coentrão foi o convidado semanal da entrevista Maisfutebol/Rádio Clube. O extremo está emprestado pelo Benfica ao Rio Ave e assume tudo o que fez de errado na sua passagem pelo Estádio da Luz. Saragoça, a última paragem antes do regresso a Vila do Conde, é outro dos capítulos abordados nesta parte da entrevista.

Disse recentemente que devia ter sido «mais homenzinho» na sua passagem pelo Benfica. O que falhou, em concreto, na sua estadia na Luz?

Fui para Lisboa com 19 anos e subiu-me a fama à cabeça. Devia ter pensado mais. Mas fez-me bem estar na Madeira e em Madrid. Comecei a ver o que é realmente a vida. Nesta altura, já sinto ter a maturidade ideal para jogar no Benfica.

Os problemas aconteceram dentro do campo ou na sua vida extra-futebol?

Não tive responsabilidade nem cabeça no meu comportamento no balneário, nos treinos e nos jogos. Assumo-o e acho que já dei a volta por cima. Fora do campo, fiz coisas que não deveria ter feito, mas nada de muito grave. Errei, mas escreveram-se também muitas mentiras sobre mim, tanto em Lisboa como em Saragoça. Fiquei muito sentido.

Quem era o «Niquinha», o seu ombro conselheiro, no plantel do Benfica?

Rui Costa, Nuno Gomes, Petit e Quim. Senti que todos eles gostavam de mim.

Tem falado com o Rui Costa?

Sim, tenho falado. Ele ocupa outra posição e respeito-o muito. Espero que me continue a aconselhar, tal como fazia no passado. Aprendi a ser benfiquista e o meu objectivo é só um: voltar a vestir a camisola do Benfica e afirmar-me na Luz. Quero regressar na próxima época, mas se isso não for possível fica para depois. Hei-de lá voltar.

E em Saragoça, o que se passou para não ter conseguido ser feliz?

Tínhamos uma excelente equipa e sei que tinha qualidade para jogar lá. Todos reconheciam isso e não entendiam a minha situação. Mas a partir do momento em que me chateei com o técnico, nunca mais fui convocado.

Está arrependido de ter ido para Espanha?

Não, pelo contrário. Fez-me muito bem e abri muito os olhos. Não joguei muito, mas aprendi bastante.