Blatter não escondeu, contudo, a desilusão por não haver um equilíbrio de qualidade dentro da própria liga inglesa. «Numa competição em que dois terços ou três quartos dos participantes jogam, não para ser primeiro, mas para não descer, há qualquer coisa de errado», confidenciou.

O presidente da FIFA mostrou-se também defensor do controlo de nacionalidades no campeonato inglês. «Tentarei convencer o chefe executivo da Premier League, Richard Scudamore, a impor um mínimo de jogadores ingleses. Vou tentar persuadi-lo, para ampliar a qualidade da liga», admitiu.

Na sequência deste tópico, Blatter deu a sua opinião acerca da tomada de posse dos milionários estrangeiros quanto aos clubes ingleses. «É um risco, mas a FIFA não tem muito a fazer. Nesta altura de crise económica, talvez as grandes companhias e os grandes investidores tenham menos dinheiro para apostar no futebol do que os investidores locais, que se identificam com os clubes.»

A Inglaterra prepara-se para concorrer ao Mundial de 2018, mas Blatter, questionado sobre o tema, não lhe atribui qualquer vantagem. «Qual seria a vantagem? Se olharmos para as infra-estruturas técnicas dos estádios e da organização dos jogos com mais de 50.000 pessoas, sabemos que estão preparados para receber a competição. Mas não são os únicos», explicou o presidente da FIFA.