O jogo começou de forma interessante com as duas equipas a procurarem com insistência o ataque. Dyego Sousa criou o primeiro lance de verdadeiro perigo nos primeiros minutos, mas o remate dentro de área saiu ao lado. A resposta do Vitória de Setúbal surgiu com um cruzamento/remate de Fábio Pacheco que obrigou Salin a se esticar.

Depois foi a vez de João Diogo cabecear com perigo dentro de área, mas ainda mais perto do golo esteve o forte remate de Edgar Costa, a 30 metros da baliza de Lukas Raeder. A bola bateu com estrondo na barra e estava adiado o (esperado) golo do Marítimo.

Jogando com os setores muito próximos e com grande dinâmica, a equipa de Ivo Vieira mandava no jogo e foi sem surpresa que Quim Machado fez a primeira mexida aos 22 minutos, lançando Ruben Semedo e retirando Ruca. A mudança viria a trazer alguns frutos para os sadinos que passaram a ficar mais fortes no meio campo defensivo.

Pelo menos provisoriamente.

Os sadinos não criaram oportunidades durante toda a primeira parte mas conseguiram marcar no último lance. A jogada começou numa perda de bola da defesa do Marítimo, depois Salin saiu-se mal entre os postes e a bola sobrou para Costinha que, com calma, inaugurou, dentro de área, o marcador no estádio dos Barreiros.

Na segunda parte, o Marítimo entrou em campo decidido a inverter o marcador. Primeiro foi Alex Soares num remate perigoso dentro de área, bem defendido por Raeder, e depois surgiu então o primeiro golo verde-rubro.

O 1-1 surge de uma hesitação entre o Lukas Raeder e Fábio Pacheco, aos 47, com a bola a ser recuperada por Ruben Ferreira. Dentro de área, e de pé direito, o lateral madeirense rematou colocado, com a bola ainda a embater no poste antes de entrar.

Pouco depois, aos 55 minutos, o Marítimo repõe a justiça no marcador. Edgar Costa ganha bem espaço no flanco esquerdo e cruza milimetricamente para a cabeça de Dyego Sousa que, sem marcação na área, fez o 2-1, enviando a bola ao ângulo esquerdo da baliza de Raeder.

A partir daqui, a pujança atacante do Marítimo ainda se acentuou mais e o 3-1 surgiu de forma natural, numa jogada rápida de contra ataque do Marítimo.

João Diogo fez tudo bem, partiu para a baliza isolado a meias com Ghazaryan e deu ao internacional arménio a possibilidade de aumentar o marcador.

O 4-1 não tardou e já sem Nuno Pinto que foi expulso após duplo amarelo. Uli colocou a mão na bola dentro de área e Ghazaryan marcou bem a grande penalidade.

Já perto do fim, Suk ainda reduziu a desvantagem, num lance em que Salin voltou a comprometer, saindo mal entre os postes. O sul-coreano estava no sítio certo e fez o 4-2.

Mas o Marítimo nunca ficou satisfeito e antes do apito final, aos 92, voltou a marcar. Xavier cruzou da esquerda e Dyego Sousa cabeceou certeiro, uma vez mais.

Foram cinco mas podiam ter sido muitos mais os golos marcados pelo Marítimo esta tarde depois de uma exibição de encher o olho.