Figura: Cristiano Ronaldo

Impressionante e impressionante. Duplamente impressionante. Por um lado, a forma que apresenta neste início de Mundial e, por outro, como a Seleção Nacional depende dele. Tudo o que Portugal fez de bom, aliás, passou por ele. Fez o primeiro golo, ficou perto de bisar logo a seguir e assistiu Gonçalo Guedes para uma grande oportunidade.

Positivo: Rui Patrício

O guarda-redes foi o melhor da seleção, logo a seguir a Cristiano Ronaldo. Sem fazer um jogo de encher o olho, esteve muito seguro em todas as intervenções, transmitindo tranquilidade à equipa. Na retina ficaram de resto as defesas a parar finalizações de Benatia, de Ziyach, de Belhanda e outra vez de Belhanda, antes de parar com um voo fantástico um cabeceamento do mesmo Belhanda.

Negativo: Gonçalo Guedes e Bernardo Silva

Mais um jogo para esquecer de Gonçalo Guedes e Bernardo Silva. Não entraram definitivamente bem neste Mundial, e pelo menos até agora não conseguiram dar a volta ao momento infeliz. Guedes desaparece muitas vezes do jogo, tem dificuldades em ligar com Ronaldo e desperdiçou uma clara ocasião de golo. Já Bernardo acumulou vários passes errados e perdas de bola perigosas.

OUTROS DESTAQUES:

Cedric Soares

Depois de uma noite algo infeliz na estreia com a Espanha, o lateral direito redimiu-se esta tarde com uma excelente exibição. Muito bem sobretudo pela segurança defensiva, nunca permitindo que o adversário ganhasse a linha de fundo pelo seu lado. Pelo caminho apoiou o ataque com eficácia.

Belhanda

Não foi só o criador de todo o futebol marroquino, foi também o jogador que mais perigo levou à baliza de Rui Patrício. Ainda na primeira parte atirou de livre para defesa aplicada, no segundo tempo, e no espaço de poucos minutos, finalizou duas bolas com selo de golo: Patrício parou tudo.

Amrabat

Colocado desta vez na posição de extremo direito, foi um autêntico quebra-cabeças para Raphael Guerreiro. Ahmadi é um jogador tipicamente do Magrebe, com sangue a ferver nas veias, que vai a todas as bolas e não desiste de um lance. Pela direita foi sempre um perigo para a baliza nacional.

El Ahmadi

Mandou por completo no meio campo. O trinco do Feyenoord foi um patrão em todas as facetas do jogo, nas disputas individuais, nas recuperações de bola, no preenchimento dos espaços e na entrega da bola. É um jogador fisicamente muito forte, mas que tem critério no passe. Vale a pena segui-lo.