Os minutos iniciais mostraram um Standard ávido por chegar ao golo. Porém, foi sol de pouca dura. A formação de Jorge Jesus começou a acertar as marcações, retirou alguma posse de bola aos belgas e disse «presente» no terreno de jogo. É certo que os portugueses não foram muito assertivos no que toca ao ataque, mas foram um conjunto unido e coeso na defesa da baliza de Eduardo.

O Standard teve sempre mais a bola que o Sp. Braga, mas a equipa orientada pelo antigo treinador do Sporting, Laszlo Boloni, nunca passou das ameaças. O máximo que conseguia era bombear bolas para a área, principalmente através de livres ou lançamentos laterais. Poderão entender os belgas que os bracarenses usaram e abusaram das faltas, mas a verdade é que ao intervalo a estatística da UEFA registava dez infracções cometidas pelo Sp. Braga contra sete do Standard.

Standard melhora e cria perigo

Era quase impossível o Sp. Braga passar todo o jogo sem ter uma desconcentração, era, pelo menos, dificílimo repetir a organização da primeira parte, até porque os belgas tinham de arriscar tudo por tudo.

Por isso, o Standard começou a romper as linhas bracarenses, optou por jogar mais na velocidade do que bombear bolas e mais bolas para a área de Eduardo. Desse modo, surgiram três ocasiões para os belgas. Duas vezes por Mbokani (51 e 67) e também Goreux, que atirou ao poste. Mas a esse tiro no ferro, o Sp. Braga respondeu, sempre com Luis Aguiar em evidência: um grande remate levou a bola a raspar a trave da baliza de Aragon, guarda-redes que entrara na segunda parte.

Depois, com as primeiras substituições, o jogo parecia serenar um pouco, com os belgas a voltarem à estratégia da primeira parte. Só que voltaram a perceber que esse não era o caminho e foi Eduardo quem salvou o 1-0, aos 75 minutos, perante um isolado De Camargo.

Porém, o guardião não conseguiu deter o remate de Mbokani, aos 79. O 1-0 podia ter assustado os bracarenses, mas nova prova de maturidade surgiu. O Sp. Braga ainda tinha uma vantagem notável e com o relógio em contagem decrescente, jogava com esse factor.

Por fim, já perto do final, Luis Aguiar desferiu o golpe fatal, que terminava com as esperanças belgas. O médio fez o 1-1 e só não deu a vitória aos portugueses porque Aragon o negou.

Em suma, o Sp. Braga foi, de modo claro, a melhor formação na eliminatória. Agora, vai ter pela frente o PSG, de França.