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«O meu primeiro ano no F.C. Porto B foi também o primeiro ano do Domingos como treinador. Ainda estava a começar, mas notava-se que tinha qualidade e poderia ir longe e isso tem-se verificado. Era muito ambicioso, tinha bons métodos de trabalho. É isso que recordo mais desse momento», afirmou o extremo do Rio Ave.

Também o trinco vila-condense André Vilas Boas fazia parte do grupo às ordens de Domingos, onde estava ainda o actual central do Milan Thiago Silva. Nuno André Coelho é o único que resta no plantel principal dos dragões, embora Vieirinha, Paulo Machado e Hélder Barbosa também tenham, em dada altura, integrado o grupo principal.

Bruno Gama foi dos que, de empréstimo em empréstimo, acabou condenado ao esquecimento. No total, foram-lhe dados 45 minutos de dragão ao peito. Foi José Couceiro o único a dar-lhe uma oportunidade. «Gostei do tempo que passei no F.C. Porto, não digo que tenha mágoa, mas é verdade que gostava de ter tido mais oportunidades. Até porque nunca tive uma verdadeira oportunidade. Mas não guardo mágoa, a vida continua», assegura.

Recentemente, o F.C. Porto renovou a ligação a Ukra, outro jovem valor da «cantera» dos dragões. Bruno Gama aplaude a medida: «No meu entender, não só o F.C. Porto como todas as equipas deviam seguir essa política. Ainda para mais sendo eu português e jovem, só poderia pensar desta forma. Seria bom se mais gente fizesse essa aposta.»

Jesualdo Ferreira: dar com uma mão e tirar com a outra

Curiosamente a sua ligação ao F.C. Porto extinguiu-se com o mesmo treinador que o lançou para a ribalta: Jesualdo Ferreira. Em 2003/04, a primeira época de Bruno Gama no Sp. Braga, o actual técnico dos dragões lançou-o num empate a dois, em Leiria. Uma aposta que não viria a ter sequelas. «Tive uma semana de treino com o Jesualdo Ferreira, no F.C. Porto. Comecei lá a pré-temporada, no ano passado. Foi aí que voltei a falar com ele, mas nada de especial, falou comigo como falava com os outros», garante.

A mística do regresso à casa que o formou é que se vai perdendo ao longo do tempo: «Claro que é sempre algo especial regressar a Braga, porque foi lá que fiz a maior parte da minha formação, mas já joguei outras vezes contra eles e com o passar dos jogos isso vai-se perdendo e acaba por ser mais um jogo normal.»

Este ano, por exemplo, o Estádio AXA já foi talismã para a equipa, aquando da disputa dos quartos-de-final da Taça de Portugal. «Conseguimos lá a passagem às meias-finais, vamos ver agora se conseguimos repetir este fim-de-semana. Quanto à Taça, agora que estamos na meia-final, mesmo sendo contra o F.C. Porto, é lógico que sonhamos em estar na final», afirma.