Carlos Brito é o convidado semanal da entrevista Maisfutebol/Rádio Clube. O treinador do Rio Ave recorda nesta conversa uma das noites mais ingratas na sua carreira desportiva. 3 de Fevereiro de 2007, o Nacional está a vencer por 0-1 em Alvalade. Aos 74 minutos o Sporting empata e marca ainda mais quatro golos até final. As recordações são amargas.

Como é que uma equipa que está a vencer por 0-1 até aos 74 minutos consegue perder esse jogo por 5-1?

Aí sou obrigado a falar de arbitragem. Estávamos a vencer, o Sporting não criara qualquer oportunidade e desperdiçara uma grande penalidade ainda antes de empatar. Uma grande penalidade claramente inexistente. Foi o Liedson que falhou. Depois no 1-1 há um claríssimo empurrão do Carlos Bueno a um defesa do Nacional. O Bueno passou de banal a excepcional nessa noite ao marcar quatro golos.

E depois a sua equipa ruiu...

É preciso perceber o enquadramento de tudo aquilo. Foi uma bola de neve. Momentaneamente desequilibrámo-nos. Foi uma injustiça enorme. Com 1-1 deveríamos ter aguentado o empate mas fomos ainda atrás da vitória. A intenção era positiva. Tive razões de queixa mas no final nada disse sobre a arbitragem.