Cissokho nasceu em França, e por isso é candidato à selecção gaulesa, mas tem sido a selecção do Senegal, pátria onde nasceram os pais, quem mais o tem procurado. «Falei com ele, mas ele pediu-me tempo», disse ao Maisfutebol Mba Greg Dia, responsável da federação senegalesa que fez o contacto.

O receio de que a França entre na «luta» por Cissokho é grande, mas a federação senegalesa avança com os seus trunfos. «Compreendo que queira jogar pela França, mas lá é difícil, pois têm jogadores com o Evra. Aqui não tem concorrência», explicou Dia.

Atentos ao crescimento fulgurante de Cissokho, os responsáveis senegaleses sabem que, quanto mais tempo passar, maiores são as dificuldades para «recrutar» o lateral. Por isso querem garanti-lo quanto antes, até por motivos de calendário. «Não vamos ao Mundial mas temos jogos importantes em Junho», disse o responsável federativo.

Mali, um «outsider» descartado

A carreira internacional de Cissokho parece estar destinada ao Senegal, ou porventura à França, mas nos últimos dias abriu-se mais uma porta. Na imprensa francesa surgiram notícias que indicavam que a federação do Mali também estaria interessada no lateral. O seleccionador do Mali, o nigeriano Stephen Keshi, iria passar pelo Porto para conversar com o jogador, no âmbito de uma «digressão» europeia, destinada a recrutar jogadores. Cissokho descarta, no entanto, esta última possibilidade.

«Eu não sou maliano. Sou senegalês. Os meus pais nasceram lá», disse Cissokho ao Maisfutebol. O lateral do F.C. Porto garante mesmo não ter conhecimento de qualquer ligação genealógica àquele país. Questionado sobre qual a preferência, se representar a selecção francesa ou a senegalesa, o jogador preferiu não responder.