O destaque é mesmo para o conjunto de Pedro Emanuel, que praticamente garante a permanência na I Liga, atropelando para isso o V.Guimarães que já vai em nove jogos sem vencer. Um calvário sem fim à vista deste Vitória que matematicamente ainda se pode ver envolvido nas contas da descida, embora esse seja um cenário mesmo muito pouco provável.

Sem sete elementos do seu plantel, quatro lesionados e três castigados, Rui Vitória apostou num meio campo reforçado com cinco elementos no apoio ao avançado Maazou. Na equipa do Arouca, Serginho viajou para Guimarães à condição depois do choque com Oblak. O avançado acabou por recuperar e até protagonizou um dos momentos mais belos da noite.

Arouca letal: dois remates, dois golos  

O Arouca entrou no relvado do D. Afonso Henriques com a consciência de que restam poucas oportunidades para lutar pela sua própria pele. Pedro Emanuel jogou com esse fator e apostou no pragmatismo para fazer pela vida.

Resultado: o Arouca foi letal e pragmático quanto baste para aos 34 minutos estar a vencer por duas bolas a zero no D. Afonso Henriques. No primeiro remate à baliza de Douglas Serginho abriu o ativo. Aos 34, no segundo remate da turma de Pedro Emanuel, Roberto fez o segundo.

Até parece que só deu Arouca no primeiro tempo, nada mais errado. O V.Guimarães segue o seu pecúlio, quase sempre com mais alma do que coração a equipa de Rui Vitória esteve sempre por cima mas não conseguia arranjar argumentos para transpor Cássio. O guarda-redes do Arouca foi o elemento em maior destaque no primeiro tempo.

Quando o anfiteatro vimaranense se estava a transformar num autêntico vulcão para o V.Guimarães, os poucos adeptos presentes nas bancadas protestavam e assobiavam a equipa, Maazou pôs água na fervura com uma cabeçada fulminante. O nigerino correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Luís Rocha e relançou o encontro.

Penálties a fechar garantem triunfo do Arouca

Pragmatismos à parte, o sinal mais do primeiro tempo pendia para o V.Guimarães. Com a desvantagem no marcador a supremacia da equipa da casa acentuou-se nos segundos quarenta e cinco minutos conferindo sentido o único ao encontro.

Carregava o Vitória em mais um teste à capacidade de luta e de resistência desta equipa de Rui Vitória. Com mais bola, ocupação quase que por completa do meio campo adversário, a verdade é que Cássio teve uma segunda parte bem mais tranquila do que propriamente no primeiro tempo.

O empate chegou já perto do final através de uma grande penalidade assinalada por Vasco Santos num lance confuso em que Nuno Coelho se embrulhou com Fernando Russi. André André converteu o castigo máximo e correu de imediato para o esférico. Queria mais do que o empate.

Contudo, havia de ser o Arouca a chegar novamente à vantagem também numa grande penalidade confusa por pretensa mão na bola de Barrientos. David Simão não se fez rogado e bateu Douglas dando início às celebrações do Arouca. O V.Guimarães segue cabisbaixo, desceu aos balneários debaixo de assobios e na pior sério de resultados dos últimos doze anos.