«É um orgulho muito grande treinar o Belenenses e com facilidade digo que estou a treinar um grande», afirmou o técnico na sua apresentação oficial, embora assumindo que «os recentes resultados desportivos não têm sido de acordo com os pergaminhos» do clube. «O meu primeiro objectivo é colocar o clube no top 9. Queremos consolidar a equipa para atacar a posição que tem de ocupar nas próximas épocas», afirmou Carlos Carvalhal, que assinou contrato por uma temporada.

O treinador quer abrir caminho a uma classificação entre «os primeiros cinco/seis lugares» dentro de dois a três anos, mas, por agora, aposta na estabilidade, sem abdicar da ambição. «Eu sou uma pessoa com ambições. Não foi o dinheiro que me fez vir para Belém. Não tenho medo dos desafios. Este é um desafio aliciante e vou encará-lo de frente com muita satisfação e ambição», esclareceu o treinador, que já disse querer uma equipa competitiva. Quero que quem assista tenha prazer em ver a equipa jogar e procurar o golo», afirmou, lembrando depois que o V. Setúbal «foi a equipa mais concretizadora das ligas profissionais» na época 2003/04.

Quanto a quem se vai juntar a ele na equipa técnica e aos jogadores em que está interessado para a nova temporada, poucas informações. O treinador reuniu-se depois da conferência de imprensa com a direcção do clube para tratar de «muitas situações pendentes». De qualquer forma, Carvalhal foi assumindo que é preciso reajustar o plantel. «A posição de guarda-redes está bem definida, nas outras posições, vamos tentar melhorar o plantel», referiu, adiantando ainda que a equipa deverá regressar ao trabalho «nos primeiros dias de Julho» e que há «uma possibilidade de estágio em Itália».

Sequeira Nunes não consegue explicar má prestação da época

Para presidente do Belenenses, Sequeira Nunes, a contratação de Carlos Carvalhal surge como a oportunidade para pôr uma pedra sobre a época 2003/04. Depois de um 15º lugar na classificação e do fantasma da despromoção ter pairado pelo Restelo, o dirigente quer definitivamente esquecer o passado.

Na apresentação do novo treinador, o presidente voltou a assumir responsabilidade, embora sem ainda conseguir explicar o que se passou. «Vamos falar mais de futuro do que do passado. O passado mais recente foi tão negativo¿ e sinceramente ainda não percebi os porquês», reconheceu.

Quanto a Carlos Carvalhal, o presidente do Belenenses considera que foi a melhor opção e mencionou mesmo a tese que o treinador apresentou. «Certamente vai mostrar um futebol apoiado e de pendor ofensivo, que foi aquilo que o professor defendeu na sua tese», afirmou.