E nem é pelo que se corre, que como se sabe o tempo útil de jogo é escasso.

É pela gritaria.

Parece um daqueles restaurantes onde não se consegue conversar.

Todos gritam.

Todos aparentam ter razão. E obviamente ninguém a tem.

O mais cansativo de tudo isto é que a gritaria vai cessar assim que a bola parar.

Assim que terminar a Liga 2008/09 irão todos de férias, de consciência tranquila, mergulhando de cabeça no campeonato das transferências e esquecendo qualquer necessidade de alteração estrutural.

Acima de tudo, estou cansado de árbitros.

Durante anos resisti a grandes comentários sobre arbitragem. Se repararem, em muitas crónicas de jogos do Maisfutebol o trabalho do árbitro nem é referido, o que nos merece de imediato críticas da parte dos adeptos que aprenderam a ver bola através de um apito. Gostamos de mais de futebol para perder tempo com arbitragens.

A verdade é que hoje repito alto a verdade «o erro dos árbitros faz parte do futebol» e a coisa soa-me a pouco. Quer dizer, estou longe de assinar petições online sobre a verdade desportiva. Mas também sinto incapacidade para defender quem apita e quem nomeia. Mais quem faz os regulamentos e quem os aplica.

O meu desejo é que tudo isto acabe de pressa. Que os árbitros vão de férias e levem os gritos, mais os dirigentes incompetentes, os assessores absurdos, os jogadores que simulam e os treinadores de cara fechada.

Não há paciência.

P.S. 1: Sim, caros leitores, foi «penalty» do Raul Meireles. Querem que vos diga o quê? Não fui eu que fiz de Olegário Benquerença o alegado melhor árbitro português.

P.S. 2: Agora é que é mesmo verdade, não falo mais de árbitros até ao fim do campeonato. Nem que um deles faça um jogo sem erros.