Ao empatar (1-1) no Bernabéu, o Lyon fez justiça: foi claramente a melhor equipa no conjunto dos dois jogos. Mesmo o início avassalador do Real Madrid, liderado por um enérgico Cristiano Ronaldo, acabou por não ter sequência na segunda parte.

O golo madrugador do português (6 m), o seu sétimo na prova, deu ao Real um começo de sonho. O Lyon, surpreendido pela velocidade dos ataques, colocou-se à mercê de um KO que poderia ter chegado ainda antes da meia hora, quando Higuaín desperdiçou duas ocasiões claras, numa delas atirando ao poste com a baliza deserta.

O intervalo permitiu ao Lyon rectificar erros e equilibrar o jogo, com as entradas de Kallstrom e Gonalons a darem-lhe o controlo do meio-campo. Incapaz de reagir, o Real viu Lisandro, Delgado e Gonalons deixarem avisos sucessivos. Pellegrini, no banco, via a sua equipa a perder confiança, e nada fazia. Quando fez, fez mal e tarde de mais: Pjanic já tinha empatado a passe de Lisandro, e o Real estava obrigado a marcar dois golos em 15 minutos.

Era missão impossível, tanto mais que Pellegrini decidiu tirar Kaká, numa das opções mais bizarras dos últimos tempos. A sentença estava traçada, e ainda foi o Lyon, já nos descontos, a falhar por duas vezes o golo da vitória, por Lisandro e Delgado.

REAL MADRID: Casillas; Sergio Ramos, Garay, Raul Albiol e Arbeloa (M. Diarra, 84); Lass Diarra, Guti, Kaká (Raul, 77) e Granero (Van der Vaart, 62); Cristiano Ronaldo e Higuaín.

LYON: Lloris; Reveillére, Cris, Boumsong (Gonalons, 46) e Cissokho; Toulalan, Makoun (Kallstrom, 46) e Pjanic (Ederson, 84); Govou, Lisandro e Delgado.

Marcadores: Cristiano Ronaldo (6 m); Pjanic (76 m).