«Hoje estávamos à espera de receber uma parte do montante dos vencimentos que está em atraso, que não houve. Uma resposta do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) sobre o levantamento das penhoras ia ajudar a resolver esta situação, que é critica», adiantou o jogador, citado pela Agência Lusa, depois de mais um dia sem treinar e nova reunião do plantel.

Apesar da posição de protesto e da equipa não treinar desde sexta-feira, Marco Paulo garante que a presença da equipa no jogo com o Benfica não está em causa. «Os jogos não vamos por em causa, seria bastante prejudicial, e nós somos profissionais», acrescentou o jogador.

Na passada sexta-feira, o Estrela tinha marcado um jogo particular com o Estoril-Praia, mas o plantel decidiu não comparecer, optando por se reunir no balneário. Na altura, o guarda-redes Nélson admitiu que «a equipa está a perder a esperança» e que a situação que atravessa «é uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento».

Os jogadores do Estrela receberam esta temporada apenas dois meses de salários, adiantados pelo Fundo de Garantia Salarial do Sindicato de Jogadores, e parte de um ordenado, pago pela direcção, quando falta um mês e meio para o final do campeonato.