«Eu ficava mais confiante se pudesse jogar sem o capacete. Goste ou não, essa proteção afeta a minha audição durante os jogos. Fico com os ouvidos cobertos e isso atrapalha-me», confessou o guardião, justificando porque não o faz: «O médico proibiu-me de tirar o capacete. Se o fizesse, eu não estaria seguro», salienta.

O guarda-redes, agora ao serviço do Arsenal, referiu que o capacete é muito importante para a proteção do local da lesão e contou que em 2011 sofreu uma concussão cerebral no jogo com o Fulham. «Nem quero pensar o que teria acontecido se não o tivesse», acrescentou.

Em declarações ao jornal checo «Tyden», o guarda-redes contou a experiência do primeiro jogo com o capacete, depois da paragem de três meses, afirmando que ficou «confuso» quando entrou em campo, devido ao barulho.

«Quando comecei a praticar com ele, em pequenos campos e com pouca gente, era total (a visão e a audição), mas quando entrei para o jogo com o estádio cheio foi um rugido incrível. Sabe o que foi pior quando eu regressei, num jogo contra o Liverpool? Espacialmente, eu estava completamente perdido. Como as pessoas começavam a gritar, o capacete fazia «eco». Eu fiquei totalmente confuso», recordou.

Na mesma entrevista, o checo comenta o atual momento do Chelsea e mostra-se surpreendido com os resultados desta época: «Estou surpreendido com o Chelsea. Estamos a falar de uma equipa que há seis meses venceu o campeonato. Os jogadores ficaram no plantel e Mourinho garantiu mais reforços. É muito difícil acreditar que o Chelsea está neste estado.»