Paulo Futre voltou a desfazer-se em elogios a Chalana, o ídolo que sempre assumiu que teve na sua infância.

Em declarações ao El País, Paulo Futre não se coibiu de falar de Chalana.

«É o único futebolista do mundo que vi fintar com as ancas. Um, dois, três... os adversários ficavam fora da jogada só com os movimentos dele. Quando tinha 12, 13, 14 anos e tinha de fazer a viagem de uma hora e um quarto no maldito barco de Lisboa até ao Montijo arranjava uma garrafa para fazer de bola e tentava imitá-lo», disse, num episódio, de resto que já tinha contado publicamente (vídeo no final).

Futre comparou mesmo o antigo jogador do Benfica a Maradona.

«Chalana era técnica, drible, progressão. Vi coisas dele em [Bruno] Conti e Maradona. Era destro, mas toda a gente pensava que era canhoto porque jogava da mesma forma com os dois pés. E o seu jogo de cintura era único. Toda a minha vida quis ser como ele», continuou.

De resto, Futre recorda: «Com o cartão de jogador federado do Sporting ia ao velho ao Estádio da Luz para ver o Chalana. Quando a minha equipa jogava fora, o Benfica jogava em casa. Eu queria vê-lo de perto. Os porteiros do estádio perguntavam-me porque estava ali, se jogava no Sporting, e eu dizia-lhes que queria ver o Chalana. Tive um problema porque souberam no meu clube, mas nunca falhei um jogo do Sporting. O meu assunto era outro.»

Para finalizar, Futre recordou como foi partilhar com Chalana o balneário, já na fase final da carreira do antigo jogador do Benfica, quando ambos foram chamados à seleção, em 1988, já depois de Futre ter conquistado a Champions pelo FC Porto.

«Juro que me tremeram as pernas como se fosse uma criança. Eu tinha sido bola de prata e era a estrela daquela seleção, mas ao vê-lo ali ao meu lado, estive quase a pedir-lhe um autógrafo», finaliza.