«No Benfica, confiaram em mim desde o princípio. Estou a jogar mais que nunca e estou num grande clube. Agora, tenho tudo», congratula-se, acrescentando: «Quando sais do teu país, pensas que se vão esquecer de ti. Mas descobres logo que és mais querido do que quando estavas em casa e que te têm em conta.»

A reportagem do jornal espanhol, intitulada «o rapaz grande encontrou o seu sítio», fala da estreia de Javi García no Real Madrid, em 2004, então com apenas 17 anos. «Encarei isso como algo temporal e desfrutei o momento, apesar de ter pagado o preço da juventude. O Real Madrid estava perdido. Tínhamos um plantel curto e desequilibrado, precisávamos da cantera. Os jogadores estavam lá, mas pessoas importantes do clube ficavam com receio ao ver jovens no onze e Beckham no banco», recorda.

Dois anos depois, o médio defensivo foi campeão europeu de sub-19 e despertou a atenção de Fabio Capello. Javi García seria chamado para a pré-época do plantel principal: «Pensei que podia ser uma boa oportunidade. Joguei todos os torneios e Capello falava muito bem de mim. Mas sabia que seria complicado.»

Foi mesmo. Javi García seguiu por empréstimo para o Osasuna, ainda voltou, mas apenas para ser um suplente pouco utilizado. Até aparecer o Benfica. «Adoro jogar como único médio defensivo. Preciso de espaço. Aqui, tenho confiança. Estou na equipa perfeita, com o sistema perfeito para mim», remata.