«Sentimos orgulho no que fizemos e na forma como os jogadores cresceram. O nosso percurso podia terminar nos quartos, nas meias, ou na final, mas não há vitórias morais no Porto. O que fizemos orgulha muito a equipa técnica e jogadores, mas perdemos. Isso, porém, não cobre a tristeza que sentimos por não termos chegado mais longe. A Liga dos Campeões já não é objectivo. O assunto terminou para nós», disse. «Terminou para nós», repetiu.

Sobre os efeitos da sua ausência no jogo de quarta-feira, Jesualdo foi pragmático: «A equipa, em conjunto, foi capaz de fazer o que fez, e fez bem. No campo, é a equipa e são os jogadores que traçam o jogo, em função do trabalho de semanas, e semanas, e semanas. A equipa respondeu ao nível do que os quartos-de-final da Liga dos Campeões exige, mas não foi tão feliz como em Manchester», explicou.

«O meu castigo resultou de um gesto de desagrado, que assumo com toda a dignidade que tenho de ter, não com o árbitro, mas com um golo que podia ter empatado a partida e não aconteceu. Recebemos a notificação do castigo na véspera do jogo de Manchester, recorremos e a decisão foi adiada. Depois disso preparamo-nos para a possibilidade de eu não estar no banco. Aceitamos a decisão da UEFA, embora não concordemos, porque há outros exemplos que se conhecem que não tiveram o mesmo tipo de registo disciplinar. Mas não foi por eu não estar no banco que não fomos capazes de ganhar. Não fomos capazes de ganhar porque não fomos felizes frente à melhor equipa do Mundo», terminou.