«Eu tinha dito que este não seria jogo para definir o título. Sabia que o Benfica jogava para ganhar e aumentar a vantagem, e nesse cenário o empate servia-nos melhor do que ao adversário porque mantínhamos a diferença com que começámos o jogo. Acabou o jogo e temos seis pontos, o que não garante nada. Garante apenas que temos mais três pontos de avanço e mais tranquilo, mas no futebol em um ou dois jogos tudo se pode modificar. Vamos continuar com esta humildade a respeitar os nossos adversários, está tudo em aberto para Braga e para o F.C. Porto na luta pelo título.»

[Questionado sobre a chave do jogo] «Marcar primeiro foi a chave desta vitória. O Braga foi uma equipa que se posicionou tacticamente durante a primeira parte em fechar os caminhos para a sua baliza. No ataque não nos criou nenhum problema. Houve um remate de Hugo Viana e pouco mais. Nós para além do golo tivemos a jogada do Saviola na cara do Eduardo e tivemos momentos em que estivemos muito mais perto do golo. Na segunda parte entrámos fortes, tivemos vinte minutos muito bons mas não concretizámos porque em alguns momentos o Cardozo não esteve tão forte como noutros jogos. Numa bola parada, o Braga teve a sua oportunidade, pelo Moisés, mas em termos de jogo não nos criou grandes problemas. Houve qualidade posicional da nossa parte, sempre soubemos mais ou menos como o Braga ia sair, controlámos sempre as saídas e fomos uma equipa mais realista. Durante todo o jogo, o Benfica foi a única equipa que jogou para ganhar.»

[Sobre as dificuldades sentidas durante a partida] «Fácil não foi. Nunca seria fácil. Os jogadores do Braga conhecem perfeitamente as minhas ideias. Foi um jogo extremamente difícil. O nosso adversário esteve organizado tacticamente de uma forma defensiva e a apostar no contra-golpe. Nos últimos 20 minutos dividiu o jogo, mas sempre com o Benfica muito perto da baliza. A posse de bola foi de 70 por cento a nosso favor. O Braga está a seis jornadas do fim a disputar a primeira posição e isso tem valor, mas hoje fomos mais equipa.»

[Terá sido uma exibição menos conseguida?] «Não foi brilhante do ponto de vista içonico, apesar do que fizemos em alguns períodos, mas defrontámos a equipa que, tirando o Benfica, tem menos golos sofridos. Soubemos ser competitivos e inteligentes, soubemos jogar com os momentos do jogo. Sabíamos que, mesmo que estivesse 0-0 durante algum tempo, poderíamos fazer golo de bola parada. Sabemos a força que temos, mais uma vez com uma bola parada decidimos o jogo. Não tenho dúvida que, se pudesse escolher, escolheria claramente o Braga para segundo classificado. E ficaria muito contente com isso.»