«É óbvio que aquele lance marcou a minha carreira, porque tudo o que são acções menos conseguidas são lembradas com maior facilidade. Lamento esse lance, que não foi bem decidido. Depois de vermos as imagens, tentámos perceber como tinha sido possível nenhum de nós ter detectado aquele lance», começa por dizer, à TVI24.

O árbitro de Setúbal recua até ao polémico momento. «Na altura, lembro-me que só fiquei com dúvida sobre se tinha sido golo do avançado ou de um defesa na própria baliza. Depois, perante os protestos do guarda-redes do Sporting, fiquei na dúvida se teria havido alguma coisa. Olhei para o auxiliar, mas ele também não viu nada, portanto assumi que não tinha visto qualquer irregularidade», explica.

«Era impossível para mim, na posição em que me encontrava, ver aquilo. Não fiquei com grandes dúvidas, estava convicto que não havia qualquer irregularidade. Infelizmente, houve mesmo. Não fiquei contente, ao contrário do jogador, que diz que faria tudo de novo», lamenta o juiz.

João Ferreira critica a postura de Ronny. «É de um anti-desportivismo grotesco, dizer que repetiria o gesto. Não pode ficar sempre o ónus para os árbitros. Os jogadores são profissionais, também devem zelar pela verdade desportivo. Uma equipa com cinco árbitros, por exemplo, seria uma grande ajuda neste tipo de lances», remata.