Antes de partir, o avançado chegou a acalentar o sonho de ser chamado por Carlos Queiroz. «Nesta altura, eu e o Liedson somos os melhores avançados portugueses da Liga», dizia o jogador, em Vila do Conde. «Disse-o com toda a legitimidade, era esse o cenário. Mas pronto, tomei a minha decisão, vim para cá e estou feliz», garante, ao Maisfutebol.

A selecção nacional ficou mais longe. A proposta era irrecusável. E o sonho, esfumou-se? «Não pensei muito nisso, sinceramente. Temos de tomar as melhores decisões para a nossa carreira, na altura ponderei com tranquilidade e aceitei o convite. Estou muito satisfeito», frisa.

«De resto, só lamento não ver avançados portugueses a marcar golos. Tenho muita pena mesmo. Mas enfim, não há muito mais a dizer sobre isso», remata JoãoTomás.

O ponta-de-lança esteve uma época no Qatar, voltou para Portugal e embarcou recentemente em nova aventura. No Al Sharjah, tem Manuel Cajuda como treinador e Marcelinho (ex-Naval) como companheiro no ataque.

«Para já está tudo a correr bem. Cheguei há dois meses, estava a recuperar de lesão mas entretanto fiquei apto. Joguei quatro vezes e vencemos igual número de jogos. Com isso, passámos de estar em risco de descida para um lugar próximo do acesso às competições internacionais. Vamos tentar chegar lá», diz João Tomás.