«Aos 90 minutos, fazer um golo e o jogo acabar logo a seguir, não podemos escolher, mas se pudesse esse era o momento ideal», brincou Jesus, que depois analisou o próprio grupo de trabalho. «A grande evolução do Sp. Braga comigo, e aquela que mais me surpreendeu, é a capacidade emocional desta equipa. Em San Siro, em Alvalade, em Liège, que foi o ambiente mais difícil, jogámos com classe. Os meus jogadores têm crescido muito neste aspecto.»

Desse modo, o que vai pedir aos futebolistas bracarenses para esta quinta-feira? «Não vou pedir nada de diferente. Os adversários que temos defrontado não modificam as ideias que temos. Nem com o Milan mudei as ideias que tenho da minha equipa. Não temos formas de jogar diferentes porque o adversário muda de nome. Temos estratégias, disciplina, em função do jogo.»

Jorge Jesus apelou aos adeptos do clube para que compareçam no estádio e, depois disso, falou das suas ambições como treinador, questionado sobre se a passagem aos quartos-de-final da prova europeia é o ponto mais alto da carreira.

«Na Taça UEFA sim, eu nunca cheguei tão longe e os jogadores também não. Seria o corolário de uma época europeia excelente, Mas para mim é curto, tenho outras ideias e ambições. Essas passam pela minha carreira.»

Para que não fiquem dúvidas, Jesus admitiu, «mesmo a falar antes de as coisas acontecerem», que «o Sp. Braga não pensa só nos quartos-de-final» e se passar, acredita «que tudo pode acontecer e isso é chegar a Istambul», palco da final da Taça UEFA.