José Mota, treinador do Leixões, comentou desta forma o desaire no Estádio da Luz, frente ao Benfica (2-1):

«Penso que o jogo foi intenso, aliás dentro daquilo que previa. Previa que o Benfica e o Leixões não tivessem muitas oportunidades de golo, esperando um jogo com pouco espaço. Foi o que se passou. O Benfica acaba por conseguir um golo num lançamento lateral com uma transição muito rápida. Foi um acto de infelicidade nosso, no desvio para a própria baliza. Penso que, pelo que fizemos na segunda parte, podíamos ter chegado ao empate. Penso que o Benfica não teve tantas grandes dificuldades com outro adversário como fez com o Leixões.»

Sobre o seu sentimento: «Não estou satisfeito pela derrota nem pela forma como ela aconteceu. No final, vi os jogadores do Benfica fazerem antijogo. Estava a ser tamanho sufoco, que tiveram de queimar tempo. Não me venham dizer que a lesão de Katsouranis não foi premeditada. Até porque ele voltou rapidamente ao relvado. Por outro lado, o Benfica também tinha tido a oportunidade de deitar a bola fora. Depois, vêm três minutos de compensação. Parecia que estava com pressa de acabar o jogo.»

Sobre a conversa com o árbitro e a confusão no túnel: «Disse-lhe que três minutos era muito pouco para aquilo que se passou. Quique Flores queria que os jogadores do Leixões deitassem a bola fora, eu achava que não havia necessidade. Foi apenas o sentimento de dois treinadores que queriam vencer o jogo. Depois, no túnel, não se passou nada de mais. Foram conversas mais irritadas, mas não beliscam as relações entre as pessoas.»

Sobre o primeiro golo do Benfica: «Aquele golo foi realmente uma machada naquilo que pretendíamos. Já estávamos a melhorar, apesar de nos estar a faltar algo no último terço. Estando a ganhar, o Benfica ficou a jogar como gosta, com transições rápidas.»