Sim, seis golos em catorze jogos já tinham feito voltar algumas atenções para este avançado senegalês, contratado no Verão de 2007 ao Jeanne D¿Arc para jogar na equipa B do Marítimo. Mas, nos Barreiros, Baba, como é conhecido no meio ¿ embora a camisola 35 continue a ter o nome Diawara nas costas ¿ esteve no entroncamento de uma série de factores favoráveis: o suplemento de moral trazido pela chegada de Carlos Carvalhal ao Marítimo, a instabilidade de um V. Setúbal que vive um quotidiano incompatível com uma equipa profissional de futebol e, não menos importante, um início de jogo afortunado, que potenciou estes factores para extremos opostos.

O autogolo de Robson, que rebentou o dique, foi um bom prenúncio para o que viria a seguir: desinibido pela vantagem, Baba pôde ser frio para aproveitar da melhor maneira a oferta de Milojevic, três minutos depois. A rédea solta de Marcinho, o cúmplice perfeito para um finalizador esfomeado, fez o resto. Duas assistências irrecusáveis e dois remates de pé direito mais tarde, estava construído o segundo hat-trick desta edição da Liga, bem como o resultado mais volumoso da época para os madeirenses. Com a saída de Nenê no horizonte, isolado no segundo lugar dos marcadores, com a média notável de um golo a cada 92 minutos, Baba tem bons motivos para esperar que o futuro lhe traga mais jogos destes: com tudo a ajudar e uma ovação de pé a fechar.