«No passado não podemos mais mexer, o futuro pode prever-se, mas ninguém pode dar certezas, a única coisa que depende de nós é o presente. É nisso que nos concentramos, na nossa ambição e trabalho que queremos desenvolver.» Foi com essa velha máxima, como lhe chamou Pedro Emanuel, que o Arouca preparou «mais um jogo difícil», este sábado, na Mata Real.
 
«Depois de uma semana rica de trabalho e de grande dedicação, o espírito é o de retificar o resultado da semana passada neste novo desafio, num campo difícil, perante um adversário que está a fazer uma excelente campanha», referiu ainda o jovem técnico, no lançamento da partida.
 
«O Arouca tem direito, como todas as equipas, a ter um dia menos bom. Aconteceu no último fim-de-semana e, por isso mesmo, queremos voltar àquele que é o nosso caminho, porque não fazemos destes aspetos um drama na nossa vida, mas uma motivação para ir ao encontro daquilo em que somos fortes e podemos ser felizes», acrescentou, pleno de convicção.
 
O treinador arouquense sente que a sua equipa está preparada para a luta: «Sabemos que vai ser um jogo de grande dedicação, espírito de sacrifício, e solidariedade, mas isso faz parte da nossa identidade. Somos uma equipa que sabe dar as mãos e jogar sem bola para poder aproveitar os momentos em que a ganha para criar dificuldades aos adversários.»
 
Revelado um pouco sobre a estratégia para enfrentar o Paços de Ferreira, Pedro Emanuel teceu elogios ao rival. «Vir de uma derrota não apaga o que tem sido o seu bom desempenho. Tem bons executantes, é bem orientado e joga em casa, num estádio com todas as condições, e boa relva. Tem uma estrutura que está a ter sucesso mediante o que tem sido este arranque, um 4-4-2 com muito jogo interior. Espero um bom espetáculo», vaticinou, deixando um aviso:
 
«Já demonstrámos várias vezes que, quando o nível de exigência sobe, a nossa competência e rigor são maiores. É exatamente nesse sentido que trabalhámos esta semana. Temos noção da nossa responsabilidade, sabemos que temos de somar pontos para ir ao encontro dos nossos objetivos. Admito que temos algumas limitações de plantel, mas não é por isso que deixo de tomar as minhas opções.»