Em Old Trafford, o verde e o dourado são agora habituais. Os adeptos adoptaram as cores do Newton Heath, emblema que deu origem ao Man United e que vestia daquela maneira: como o equipamento Stromp do Sporting, mas dourado na vez do branco.

Aquelas cores até já foram usadas como terceiro equipamento, quando se comemoraram 100 anos do nascimento do Newton Heath, em 1993 e, para que se perceba a indignação, os seguidores dos «red devils» apoiam a equipa assim vestidos. Aconteceu no derby com o Man City e depois na final da Taça da Liga, domingo.

Tudo porque os Glazer permanecem ao leme. Um grupo de adeptos, conhecido como «Red Knights» (cavaleiros vermelhos), afirmou nesta terça-feira que tem a intenção de fazer uma oferta de 1.100 milhões de euros para adquirir o clube. Outro grupo de fãs, o Manchester United Supporters Trust (Must), já apoiou a intenção dos Red Knights.

O Must conta com membros do parlamento inglês assim como ex-jogadores, entre eles Ole Gunnar Soljskaer. Aliás, já quase 80 mil pessoas aderiram à causa, à revolução verde e dourada, que tem como objectivo devolver aos adeptos poder de decisão no clube, por agora da exclusividade da família Glazer.

A indignação contra a família norte-americana iniciou-se ainda em 2005, sendo que o acto mais visível foi a criação de um novo clube, o Football Club United of Manchester. Os dirigentes deste FCUM continuam adeptos do United, mas, tal como muitos outros seguidores dos «red devils», deixaram de frequentar Old Trafford a partir do momento que os Glazer compraram o clube.