Wayne Bridge deixar John Terry de mão estendida

O início da crónica que Andy Cole escreve no «The Independent» é bem elucidativo do sentimento que nutre pelo antigo colega de equipa. «Preferia sentar-me e beber um copo com o Neil Ruddock, que me partiu a perna em dois sítios, em 1996, do que fazer o mesmo com o Teddy Sheringham, que basicamente detestei nos últimos quinze anos», escreve.

O aversão a Sheringham começou no dia 29 de Março de 1995. Nesse dia, Andy Cole estreou-se pela selecção inglesa, num jogo particular com o Uruguai, disputado em Wembley. «Encaminhei-me para o relvado. Estavam 60 mil pessoas a assistir. Era o Sheringham que saía. Eu espero por um aperto de mão, por um "Boa Sorte, Coley", qualquer coisa. Estou pronto para lhe apertar a mão. Ele ignora-me. Ele ignora-me por completo, por um motivo que nunca percebi. Ele prossegue. Eu nem o conhecia, por isso ele não podia ter nada contra mim. Eramos colegas de selecção, era a minha estreia e ele ignorou-me», recorda Cole.

Nessa altura já Andy Cole estava no United. Dois anos depois chegou Sheringham, mas o diálogo permaneceu mudo. «No verão de 1997 saiu o Cantona e chegou o Sheringham. Jogámos juntos durante anos. Marcámos muitos golos. Nunca lhe dirigi uma palavra», acrescenta o antigo avançado, que recorda ainda o dia em que recusou cumprimentar o árbitro Mike Dean, quando vestia a camisola do Manchester City.

Mesmo sem qualquer cumplicidade fora dos relvados, Cole e Sheringham partilharam a frente de ataque do Manchester United durante 4.581 minutos. Marcaram, no total, 54 golos. Imaginem agora se fossem os melhores amigos.